Estudo recente revela que a falta de sono é o segundo maior fator que diminui a expectativa de vida, ficando atrás apenas do tabagismo. Dados da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon mostram que a privação do sono impacta negativamente a longevidade em diversos estados.
A falta de sono afeta o organismo de várias formas, comprometendo processos essenciais como reparo celular, equilíbrio hormonal e memória. Isso aumenta o risco para doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, depressão e baixa imunidade.
Especialistas alertam que noites mal dormidas são comuns na terceira idade, mas devem ser tratadas para evitar declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas. Há recomendações práticas para melhorar a qualidade do sono e preservar a saúde.
Um estudo recente mostra que a falta de sono é um dos principais fatores que reduzem a expectativa de vida, ficando atrás apenas do tabagismo. Esta pesquisa da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon cruzou dados nacionais dos hábitos de saúde e longevidade, apontando a privação de sono como um problema gravíssimo em diversos estados dos EUA.
Curiosamente, a pouca duração do descanso noturno teve mais impacto na redução da vida útil do que a alimentação inadequada, sedentarismo e até a solidão, hábitos já conhecidos por prejudicar a saúde. Segundo a geriatra Fernanda Sperandio, durante o sono, o corpo realiza processos essenciais como reparo celular, equilíbrio hormonal e consolidação da memória, que, se comprometidos, colocam o organismo em situação de estresse contínuo.
Essa condição está ligada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, depressão e queda na imunidade. Para quem passou dos 50 anos, dormir bem é ainda mais importante, pois o sono profundo ativa a limpeza do cérebro, removendo toxinas que podem acelerar o declínio cognitivo e o surgimento de doenças neurodegenerativas.
A pneumologista Carla Antunes destaca que alterações no padrão do sono são comuns na terceira idade, porém noites mal dormidas frequentes devem ser tratadas. Para melhorar a qualidade do descanso, recomenda-se manter horários regulares, evitar uso de telas antes de dormir, não ingerir cafeína à noite e praticar técnicas de relaxamento, entre outras práticas.
Via ES Hoje