A Bentley realizou cortes de 275 vagas administrativas, cerca de 6% do quadro, para manter a competitividade diante da queda nas vendas na China e tarifas nos EUA. Apesar da redução, a empresa manteve lucro operacional em 2025.
A montadora confirmou a produção do primeiro SUV elétrico, mas adiou os lançamentos de outros modelos 100% elétricos para depois de 2030. A decisão reflete a retração do interesse dos consumidores ultra-ricos, especialmente no mercado chinês.
Além disso, a situação geopolítica no Oriente Médio afetou a distribuição de veículos, levando à suspensão temporária dos envios para Dubai. A Bentley enfrenta desafios comuns às marcas de luxo com queda nas vendas e ajustes na equipe.
A montadora britânica Bentley anunciou um corte de 275 vagas em seus escritórios, correspondente a 6% dos empregos administrativos. A decisão busca manter a competitividade diante da queda nas vendas na China e das tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos. Essas tarifas, que chegaram a representar cerca de € 42 milhões no último ano, impactaram seus resultados apesar da empresa seguir lucrativa.
Em 2025, a Bentley registrou receitas de 2,6 bilhões de euros, uma retração de 1% em relação ao ano anterior, mas fechou o período com lucro operacional de € 216 milhões, mantendo sete anos consecutivos de rentabilidade. O CEO Frank-Steffen Walliser destacou a pressão generalizada no setor automotivo de luxo.
A companhia confirmou a produção de seu primeiro SUV elétrico como parte do compromisso com a eletrificação, porém adiou a chegada de futuros modelos 100% elétricos para depois de 2030. A mudança reflete a redução no interesse dos consumidores ultra-ricos, especialmente no mercado chinês, e a reavaliação de metas para a transição total da frota para veículos elétricos.
Além disso, a situação geopolítica no Oriente Médio tem afetado a distribuição de veículos, com a marca suspendendo temporariamente envios para a região de Dubai. Pertencente ao Grupo Volkswagen e ao conjunto liderado pela Audi, a Bentley enfrenta desafios comuns a outras marcas de luxo que também registraram quedas nas vendas e ajustes na força de trabalho.
Via Forbes Brasil