O projeto de duplicação da BR-101 em Ibiraçu, Norte do Espírito Santo, envolve a desapropriação de cerca de 20 áreas, incluindo um casarão centenário, uma plantação de café e uma madeireira. As famílias afetadas negociam com a concessionária Ecovias as indenizações, que a maioria considera insuficientes.
Adauri Della Valentina, dono de um cerimonial e marcenaria, recebeu pouco mais de R$ 1 milhão, mas considera baixo e não venderia por menos de R$ 3 milhões. Já o agricultor Lupiciano Peruch destaca prejuízo na renda familiar com a desapropriação dos hectares de café.
A família Perut luta pelo tombamento do casarão, mas enfrenta impasses com órgãos públicos. A Ecovias assegura que as indenizações seguem normas da ANTT e mantém diálogo aberto, respeitando decisões judiciais.
O projeto de duplicação da BR-101 em Ibiraçu, no Norte do Espírito Santo, envolve a desapropriação de cerca de 20 áreas, entre elas uma plantação de café, um casarão centenário e uma madeireira. Proprietários e famílias afetadas estão em negociação com a concessionária Ecovias para definir o valor das indenizações, que a maioria considera insuficiente.
Adauri Della Valentina, de 83 anos, dono de um cerimonial e de uma marcenaria, relata ter recebido pouco mais de R$ 1 milhão pela área. Apesar de ter conseguido um aumento após várias reuniões, ele afirma que não venderia nem por R$ 3 milhões, mas precisará desocupar até o fim de junho.
Lupiciano Marcos Peruch, agricultor, destaca que a desapropriação de três hectares destruirá parte da plantação de café, que representa 90% da renda familiar. O valor inicial oferecido pela Ecovias, cerca de R$ 100 mil por hectare, é considerado injusto, pois não inclui perdas futuras.
O casarão centenário da família Perut, residência de quatro gerações, está em processo de desapropriação. A família tenta o tombamento municipal e federal do imóvel, mas já enfrenta decisão da prefeitura pela inviabilidade do tombamento e o Iphan afirma não ter competência no caso. A indenização oferecida pela concessionária é inferior a R$ 1 milhão, enquanto avaliação particular estima R$ 6 milhões.
A Ecovias afirma que as indenizações seguem critérios técnicos aprovados pela ANTT e reafirma estar aberta ao diálogo, cumprindo as decisões judiciais no processo em andamento.
Via Folha Vitória