Há 100 anos, em 16 de março de 1926, Robert H. Goddard lançou o primeiro foguete movido a combustível líquido, um marco que iniciou o século da corrida espacial. Mesmo com voo curto e modesta altitude, seu projeto deu base para futuros lançamentos que levariam humanos à Lua, consolidando a propulsão líquida como tecnologia fundamental na conquista do espaço.
O desenvolvimento dos foguetes nos Estados Unidos evoluiu lentamente até a Segunda Guerra Mundial, quando o míssil alemão V-2 demonstrou seu potencial militar e científico. A pressão da União Soviética após lançar o Sputnik I em 1957 acelerou a criação da NASA em 1958, impulsionando os programas espaciais americanos.
Nos anos 1960, o presidente John F. Kennedy estabeleceu a meta de levar astronautas à Lua antes do fim da década. Cinco anos após sua morte, a Apollo 11 alcançou essa meta. Porém, após esse feito, o interesse público e o financiamento diminuíram, afetando programas espaciais subsequentes.
O projeto do Ônibus Espacial, que buscava reutilização dos veículos para reduzir custos, enfrentou atrasos, problemas técnicos e tragédias como os acidentes do Challenger e Columbia. A aposentadoria da frota em 2011 marcou o fim de uma era para a NASA.
Atualmente, a liderança em lançamentos espaciais está em transição para o setor privado, com empresas como SpaceX e Blue Origin realizando frequentes missões. Enquanto a NASA programa novas missões lunar com o Artemis, a concorrência internacional, especialmente da China, avança com planos ambiciosos para exploração lunar e marciana.
Esse panorama mostra que a história do foguete, iniciada com Goddard, continua em constante transformação e expansão.
Via The Conversation