Peça rara de mármore é descoberta em naufrágio do século 19 na Grécia

Descoberta inédita de fragmento de mármore em naufrágio do século 19 próximo à Ilha de Kythira, Grécia. Saiba mais sobre a escavação.
19/03/2026 às 16:01 | Atualizado há 10 horas
               
Ache descoberta na Acrópole reacende debate sobre artefatos clássicos removidos. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Uma campanha arqueológica submarina encontrou uma peça rara de mármore decorativo no naufrágio do navio Mentor, afundado em 1802 perto de Kythira, na Grécia. O fragmento faz parte das antiguidades retiradas da Acrópole de Atenas no início do século 19, revelando a remoção controversa dessas relíquias.

As escavações lideradas em 2025 encontraram também itens do navio como revestimentos de cobre e utensílios da tripulação, que ajudam a entender sua estrutura e tecnologia. O casco, porém, praticamente desapareceu devido à degradação e tentativas de resgate no século passado.

O navio esteve ligado ao conde de Elgin, conhecido pela remoção dos “Mármores de Elgin”, fato que mantém o debate histórico sobre a posse desses artefatos entre Grécia e Reino Unido. As pesquisas continuam para aprofundar o conhecimento sobre o naufrágio e seu valor cultural.

Uma nova campanha de escavações submarinas revelou descobertas importantes no naufrágio do brigue Mentor, que afundou em 1802 perto da ilha de Kythira, no sudeste da Grécia. Entre os achados está um fragmento de mármore decorativo da Acrópole de Atenas, evidência direta da remoção controversa de antiguidades gregas no início do século 19.

Os trabalhos, liderados pelo arqueólogo Dimitrios Kourkoumelis-Rodostamos em 2025, focaram na área ao redor do casco, procurando vestígios estruturais. O Ministério da Cultura da Grécia confirmou que o casco praticamente desapareceu, provavelmente devido à decomposição e ao acesso aberto no século 19 por mergulhadores que tentaram resgatar a carga, acelerando a deterioração.

Apesar disso, foram encontrados fragmentos do revestimento de cobre, reforços de chumbo e utensílios usados pela tripulação, o que ajuda a entender a tecnologia do navio e a vida a bordo. O destaque é um pedaço esculpido de mármore, medindo cerca de 9,3 por 4,7 centímetros, com um ornamento clássico em forma de “gota”, indicando que restou parte das esculturas após as operações de resgate do século 19.

Esse navio foi um dos utilizados por Thomas Bruce, o sétimo conde de Elgin, responsável pela remoção dos chamados “Mármores de Elgin”. Esse fato alimenta o debate histórico sobre a posse dessas relíquias entre a Grécia e o Museu Britânico. As escavações, iniciadas em 2009, continuam e novas análises devem aprofundar o entendimento sobre o local e seu valor cultural.

Via Galileu

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