Um estudo da Universidade da Califórnia mostrou que a idade do cérebro pode ser maior que a idade real, aumentando o risco de demência em quase 40% a cada 10 anos extras.
A pesquisa analisou dados de 7 mil pessoas entre 40 e 94 anos, usando EEG durante o sono para captar padrões cerebrais que indicam envelhecimento. O sono de qualidade está diretamente ligado ao funcionamento cerebral e proteção contra doenças neurodegenerativas.
Melhorar o sono e controlar fatores como peso e apneia pode ajudar a desacelerar o envelhecimento do cérebro, oferecendo chances para intervenções precoces e prevenção de doenças como Alzheimer.
Um estudo publicado na revista JAMA Network Open revelou que a idade cerebral superior à idade biológica aumenta o risco de demência. Pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco analisaram dados de 7 mil pessoas entre 40 e 94 anos. Foi observado que um avanço de 10 anos na idade cerebral representa quase 40% mais chance de doenças neurodegenerativas.
O estudo utilizou um modelo de machine learning baseado em 13 características das ondas cerebrais registradas por eletroencefalograma (EEG) durante o sono. Mil participantes desenvolveram demência ao longo de 3,5 a 17 anos de acompanhamento. A atividade cerebral no sono oferece uma medida única sobre o envelhecimento do cérebro, segundo Yue Leng, pesquisadora da UCSF.
A análise identificou que padrões detalhados do EEG durante o sono fornecem informações que métodos tradicionais não captam. O estudo destacou que picos abruptos e intensos no EEG, chamados de curtose, estão relacionados a menor risco de demência. Como a coleta do EEG no sono é não invasiva, a identificação precoce da idade cerebral pode facilitar a detecção dos riscos.
Além disso, a pesquisa sugere que melhorar a qualidade do sono pode impactar positivamente o envelhecimento cerebral. Tratamentos de distúrbios do sono mostram alterações nos padrões das ondas cerebrais. “Uma gestão corporal adequada, incluindo controle do peso e atividade física para reduzir apneia, pode ajudar a melhorar a saúde cerebral”, explica Haoqi Sun, do Beth Israel Deaconess Medical Center.
Via Galileu