Unipar registra trimestre difícil, mas conclui ciclo de investimentos

Unipar enfrenta desafios no último trimestre, com queda no EBITDA, mas finaliza ciclo de capex e prevê recuperação em 2026.
19/03/2026 às 20:41 | Atualizado há 3 horas
               
Unipar teve um 4º tri difícil, enfrentando múltiplos fatores negativos simultâneos. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

A Unipar enfrentou um trimestre complicado no quarto trimestre de 2025, com queda significativa no EBITDA e prejuízo devido à baixa nos preços do PVC e da soda cáustica, além da variação cambial que impactou os custos dos insumos.

Apesar das dificuldades no fim do ano, a empresa concluiu um ciclo importante de investimentos em modernização e expansão, com um capex superior a R$ 1 bilhão. O CEO da companhia destaca que o ano foi positivo em termos consolidados, mesmo com a redução do lucro.

Para 2026, a Unipar aposta na recuperação dos preços e na redução dos investimentos, acreditando que o último trimestre de 2025 foi o ponto mais baixo. Condições externas, como a guerra no Irã e a possível queda da taxa de juros no Brasil, podem favorecer essa retomada.

A Unipar enfrenta um trimestre difícil no quarto trimestre de 2025, marcado por uma combinação de fatores que afetaram seus resultados financeiros. Os preços do PVC e da soda cáustica atingiram níveis baixos, enquanto a desvalorização do dólar e a valorização do euro encareceram insumos e reduziram a competitividade dos produtos da empresa. Além disso, houve prejuízos não-recorrentes de R$ 39 milhões relacionados a impairment de estoques e writeoffs ligados a projetos de expansão.

Esses fatores resultaram em uma queda de 71% no EBITDA, que ficou em R$ 125 milhões, e um prejuízo de R$ 7 milhões, frente ao lucro de R$ 107 milhões no mesmo período de 2024. A receita líquida recuou 24%, alcançando R$ 1,2 bilhão, e a margem EBITDA caiu para 10%. No entanto, o CEO Rodrigo Cannaval afirma que o ano como um todo foi positivo, com EBITDA anual de R$ 1,1 bilhão e margem de 22%, apesar de uma redução de 14% no lucro para R$ 483 milhões.

A empresa investiu mais de R$ 1 bilhão em modernizações e ramp-up de plantas, incluindo a fábrica de Cubatão e projetos de autogeração em parceria com a Casa dos Ventos. A dívida líquida triplicou para R$ 2,4 bilhões, com 90% dos vencimentos concentrados após 2030 e condições consideradas vantajosas pela diretoria.

Cannaval acredita que o quarto trimestre foi o ponto mais baixo, com sinais de recuperação nos preços no início de 2026, beneficiados por fatores como a guerra no Irã e a perspectiva de queda na taxa de juros brasileira. A companhia prevê redução significativa do capex em 2026, concluindo seus projetos.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.