Como credores podem agir diante das recuperações judiciais no Brasil

Saiba como credores podem melhorar a recuperação de créditos em processos de recuperação judicial no cenário atual brasileiro.
21/03/2026 às 08:01 | Atualizado há 4 horas
               
A alta da Selic eleva recuperações judiciais; credores buscam proteção e tecnologia. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O aumento das recuperações judiciais está ligado à alta da taxa Selic, que eleva custos e dificulta o acesso ao crédito para empresas. A expectativa de queda dos juros é freada por fatores externos, gerando incertezas para a organização financeira das empresas.

Para reduzir riscos, credores devem focar em contratos com cláusulas específicas, como a inclusão do coobrigado. Além disso, a atualização constante das informações sobre os devedores e o uso de tecnologias como inteligência artificial ajudam a localizar bens e ativos ocultos, facilitando a execução das dívidas.

O combate a fraudes também é essencial. Medidas legais como o Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica responsabilizam envolvidos que tentam evitar pagamentos. Assim, a combinação entre contratos firmes, tecnologia e ação judicial rápida amplia as chances de recuperação durante a recuperação judicial.

O aumento das recuperações judiciais está relacionado à alta da taxa Selic, que eleva os custos e dificulta o acesso ao crédito para empresas. Mesmo com a expectativa de queda dos juros, o cenário externo deve frear essa redução, gerando incertezas para as empresas que tentam reorganizar suas finanças.

Para minimizar riscos, os credores podem adotar estratégias desde a elaboração dos contratos, sobretudo incluindo cláusulas que prevejam a inadimplência e a figura do “coobrigado”, que assume a dívida caso a empresa principal tenha dificuldades financeiras. Isso evita que o credor fique em último lugar na fila de pagamentos durante a recuperação judicial.

A atualização das informações sobre os devedores é outro ponto-chave. A aplicação de recursos tecnológicos, como mineração de dados e inteligência artificial, pode revelar bens ocultos e conexões entre empresas, facilitando a execução das dívidas. Ferramentas como o Cryptojud, usadas com autorização judicial, auxiliam na busca de ativos, incluindo criptomoedas.

Além disso, o combate a fraudes é importante para proteger o crédito. Em casos onde empresas transferem ativos para outras para evitar o pagamento, medidas legais como o Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ) podem responsabilizar todos os envolvidos pelo débito.

Assim, a combinação de contratos sólidos, uso de tecnologia e atuação rápida no Judiciário são meios para que os credores aumentem as chances de recuperação durante processos judiciais.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.