A Samsung foi condenada na Coreia do Sul a indenizar consumidores do Galaxy S22 após comprovação de que um aplicativo pré-instalado limitava o desempenho dos aparelhos durante jogos. A ação judicial durou quatro anos e destacou a atuação do Game Optimizing Service (GOS), que reduzia a capacidade da CPU e GPU para preservar bateria e evitar superaquecimento.
Mesmo após a Samsung liberar uma atualização que permitia desativar o GOS, o problema gerou insatisfação e processos devido à publicidade considerada enganosa. A Justiça determinou que 1.882 consumidores devem ser ressarcidos, embora o valor exato da indenização não tenha sido divulgado.
Essa decisão reforça a importância de transparência sobre limitações impostas a smartphones para preservar hardware e autonomia. O caso chama atenção para os impactos dessas restrições na experiência dos usuários, que demandam desempenho adequado durante o uso de aplicativos e jogos exigentes.
A Samsung foi condenada a indenizar consumidores do Galaxy S22 na Coreia do Sul após comprovação de que um aplicativo pré-instalado limitava o desempenho dos aparelhos. A decisão da Justiça de Seul encerrou um processo que durava quatro anos, motivado pelo Game Optimizing Service (GOS), software que atuava para controlar a performance em jogos.
O Galaxy S22 trazia o GOS ativado por padrão para evitar superaquecimento e aumentar a duração da bateria. Porém, o sistema reduzia a capacidade da CPU e GPU automaticamente, impactando também a resolução da tela durante jogos mais exigentes. Estima-se que essa limitação tenha afetado mais de 1.000 aplicativos e títulos, o que gerou insatisfação entre usuários.
Diante do aumento das reclamações, a Samsung liberou uma atualização que permitia desativar o GOS, mas isso não foi suficiente para impedir processos judiciais. O grupo de clientes que moveu a ação alegou “publicidade enganosa”, com o pedido inicial de ressarcimento equivalente a cerca de R$ 1.058 por aparelho.
A decisão final da Justiça obrigou a empresa a indenizar 1.882 consumidores que participaram da ação coletiva, embora o valor exato pago não tenha sido divulgado. O Galaxy S22 também enfrentou outras questões, como falhas após atualizações da interface One UI, que motivaram novas contestações judiciais.
Essa sentença reforça a atenção necessária ao desempenho oferecido por sistemas embarcados que, embora busquem preservar hardware e autonomia, podem interferir na experiência dos usuários de smartphone.
Via TecMundo