Brasil se destaca com baixa taxa de subnutrição em relatório da ONU

Relatório da ONU aponta queda da subnutrição no Brasil, um dos países com menor índice na América do Sul em 2024.
22/03/2026 às 14:21 | Atualizado há 4 horas
               
A pesquisa destaca a redução contínua do problema na América Latina e Caribe. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

O relatório mais recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) destaca que a subnutrição na América Latina e no Caribe caiu pelo quarto ano consecutivo. Em 2024, apenas 5,1% da população da região enfrentou esse problema, com 6,2 milhões de pessoas a menos passando fome desde 2020.

Na América do Sul, o Brasil é destaque positivo, apresentando uma taxa inferior a 2,5% de subnutrição, a menor entre os continentes. A pesquisa também aponta que, apesar dos avanços, a insegurança alimentar ainda afeta 25,2% da população da região.

O relatório ressalta desafios como desigualdade no acesso a alimentos saudáveis e aumento da obesidade. Especialistas da FAO indicam que é fundamental adotar estratégias integradas para melhorar o cenário alimentar e nutricional na América Latina.

O mais recente relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) aponta que a subnutrição na América Latina e no Caribe continua em queda pelo quarto ano consecutivo. Em 2024, 5,1% da população da região enfrentou esse problema, índice abaixo dos 6,1% registrados em 2020. Isso representa 6,2 milhões de pessoas a menos passando fome.

Na América do Sul, a subnutrição afetou 3,8% da população, índice mais baixo entre os continentes. Entre os países da região, o Brasil aparece como exemplo positivo, estando entre os poucos com taxa inferior a 2,5%, ao lado de Costa Rica, Guiana e Uruguai. Chile e México também se aproximam dessa marca.

Contudo, a insegurança alimentar ainda é um desafio. Em 2024, 25,2% dos habitantes da América Latina e do Caribe enfrentaram insegurança alimentar moderada ou grave. Essa porcentagem caiu em relação a 2020, quando era de 33,7%. Vale destacar que mulheres são mais afetadas por esse problema que homens.

A situação varia bastante entre os países. O Haiti apresenta o cenário mais preocupante, com 54,2% da população em situação de subnutrição entre 2022 e 2024.

Segundo Rene Orellana Halkyer, representante regional da FAO, apesar dos avanços, persistem desigualdades no acesso a alimentos saudáveis e a obesidade cresce na região. Segundo ele, é necessário adotar abordagens integradas para enfrentar esses desafios.

Via Galileu

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