O Spotify e outras plataformas de streaming investem em inteligência artificial para melhorar a experiência dos usuários, com recomendações personalizadas e interativas.
No Brasil, o Spotify integra recursos como o ChatGPT para sugerir músicas e podcasts com base no humor e temas pessoais, aumentando o engajamento.
Essas inovações criam uma conexão forte entre a plataforma e o usuário, elevando a fidelidade e dificultando a migração para concorrentes, devido à personalização oferecida.
As plataformas de streaming de música estão investindo pesado em inteligência artificial para aprimorar a experiência do usuário. Spotify, Apple e Amazon apostam em ferramentas que vão além das tradicionais listas baseadas em “curtir” ou “não curtir”. O Spotify, por exemplo, lançou uma integração com o ChatGPT da OpenAI, permitindo aos assinantes pedir músicas, artistas ou podcasts através de conversas que consideram o humor e temas específicos.
Essa abordagem faz da recomendação algo mais customizado e interativo, o que é visto como vital para que o Spotify mantenha sua posição num mercado com catálogos praticamente iguais. Já a Apple Music está testando um recurso chamado “Playlist Playground”, também baseado em chat, capaz de ajustar as sugestões dentro do app. Além disso, introduziu o AutoMix, que usa aprendizado de máquina para criar transições entre músicas e traduzir letras em tempo real.
Na mesma linha, a Amazon Music lançou o Maestro, uma ferramenta que cria playlists por meio de comandos de texto ou emojis, ainda em fase de testes. Essas inovações indicam que o rumo do streaming passa pela personalização via IA, com o usuário controlando sua experiência sonora de maneira inédita.
Esse movimento é confirmado pelo sucesso do iDJ, recurso interativo do Spotify com 90 milhões de assinantes e mais de 4 bilhões de horas de uso. Segundo executivos da empresa, tecnologias como essa aumentam a fidelidade do público ao tornar a plataforma uma parceira diária. Essa conexão cria barreiras para que o usuário migre para outras plataformas, já que o “custo” de abandonar um sistema que conhece seus gostos é alto.
Via Olhar Digital