Genes e biomarcadores no câncer: avanços na compreensão e tratamento

Conheça avanços em biomarcadores e genes que ajudam a entender e tratar o câncer de forma personalizada.
23/03/2026 às 09:21 | Atualizado há 4 horas
               
A descrição destaca a alta prevalência do câncer globalmente e sua presença próxima em nossas vidas. (Imagem/Reprodução: Theconversation)

Mais de 700 mil casos de câncer são previstos no Brasil até 2028, motivando pesquisas sobre a regulação genética no desenvolvimento da doença. Estudos focam no comportamento das células tumorais e como genes são ativados ou desativados, um processo mais complexo do que se imaginava.

Pesquisadores brasileiros investigaram o fator de transcrição FOXK2, identificado como relevante no câncer de mama. Este biomarcador pode influenciar a morte celular tumoral e sua expressão varia conforme o tipo de câncer, destacando a importância da medicina personalizada.

O próximo desafio é validar esses biomarcadores em grandes grupos para aplicação clínica. Essa etapa exige rigor e cooperação entre instituições para transformar descobertas em tratamentos eficazes.

Cerca de 53,5 milhões de pessoas vivem com câncer globalmente, e no Brasil, são previstos mais de 700 mil casos novos anualmente até 2028. Esse aumento motiva pesquisas focadas em compreender melhor o câncer, especialmente a regulação dos genes que influenciam sua evolução e resposta ao tratamento.

Estudar como os genes são ativados ou desativados é fundamental para entender o comportamento das células tumorais. O modelo clássico do fluxo unidirecional DNA → RNA → proteínas tem apresentado limitações diante de novas descobertas, como os vírus de RNA e os RNAs não codificantes, que também regulam a expressão gênica sem produzir proteínas. Proteínas chamadas fatores de transcrição guiam a ativação ou repressão dos genes conforme a necessidade celular.

Pesquisadores da UFRJ, INCA e CNPEM focaram no fator de transcrição FOXK2, pouco estudado até agora, para entender sua relação com a quimioterapia em câncer de mama. Identificaram que esse fator pode influenciar genes ligados à morte das células tumorais, variando seu papel conforme o tipo de câncer, e que seu aumento não decorre de mutações, mas da amplificação do número de cópias do gene.

Esses resultados evidenciam a complexidade dos mecanismos genéticos no câncer e indicam que a expressão de biomarcadores como o FOXK2 deve ser avaliada de forma específica para cada tumor, reforçando a importância da medicina personalizada no tratamento oncológico.

O desafio agora é validar esses biomarcadores em grandes grupos de pacientes para que possam ser usados na prática clínica, um processo que envolve rigor científico e colaborações entre diversas instituições.

Via The Conversation

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.