O Agibank anunciou que a originação de empréstimos voltou aos níveis anteriores à suspensão temporária em empréstimos consignados pelo INSS, que ocorreu entre dezembro e janeiro para ajustes contratuais.
No quarto trimestre, o banco registrou lucro de R$ 215 milhões e crescimento moderado em receita e número de clientes, mantendo 6,7 milhões de ativos.
Apesar da queda de 27,5% na originação comparada ao ano anterior, a empresa mantém participação significativa no segmento e aposta em tecnologia e atendimento híbrido para ampliar o alcance.
O Agibank registrou um lucro de R$ 215 milhões no quarto trimestre e atingiu R$ 1 bilhão no ano passado. Esses resultados ficaram dentro das expectativas, mesmo com a suspensão temporária da concessão de empréstimos consignados pelo INSS, principal linha de negócio da empresa. Essa interrupção ocorreu em dezembro para ajuste de contratos e se estendeu até meados de janeiro.
Durante o quarto trimestre, houve uma queda de 27,5% na originação de empréstimos na comparação com o mesmo período de 2025. No entanto, o fundador e CEO, Marciano Testa, afirma que a retomada da originação já voltou ao ritmo anterior à suspensão. O Agibank detém uma participação de 8,9% no segmento de crédito consignado do INSS, além de um ritmo de originação que é o dobro da média do mercado.
O banco cresceu a um dígito no trimestre em receitas e lucro, diferente dos trimestres anteriores com dois dígitos. O lucro aumentou 2,1%, a receita cresceu 5,6% e o número de clientes ativos subiu 5,1%, alcançando 6,7 milhões. No acumulado do ano, o lucro teve alta de 31,8%, a receita 46,8% e a base de clientes praticamente dobrou, com crescimento de 72,9%.
A carteira de crédito alcançou R$ 34,9 bilhões, com 86% composta por empréstimos com garantia, principalmente consignado INSS. O banco mantém um modelo que combina tecnologia e pontos físicos para atender clientes com menos familiaridade digital.
Desde o IPO, as ações do Agibank caíram 23%, avaliadas agora em US$ 1,4 bilhão na NYSE, negociadas a 6 vezes o lucro estimado para 2026, valor abaixo de concorrentes como o PicPay.
Via Brazil Journal