Projeto Livro Azul: a coleção militar com mais de 12 mil registros de OVNIs nos EUA

Conheça o Projeto Livro Azul, a investigação militar que reuniu milhares de relatos de OVNIs entre 1947 e 1969.
23/03/2026 às 20:21 | Atualizado há 8 horas
               
Investigação US analisou 12 mil UFOs, maioria explicada; centenas continuam sem resposta. (Imagem/Reprodução: Danuzionews)

Desde 1947, relatos de objetos voadores não identificados (OVNIs) despertam interesse global. O caso mais notório ocorreu nos EUA, com o piloto Kenneth Arnold, que avistou nove objetos luminosos. Isso levou a Força Aérea americana a criar, em 1952, o Projeto Livro Azul para coletar e analisar esses fenômenos.

Em 17 anos, o programa acumulou mais de 12 mil registros, explicando a maioria por causas naturais como balões, fenômenos atmosféricos ou objetos celestes. Contudo, mais de 700 casos ficaram sem explicação devido à falta de informações completas.

Apesar do fim oficial do projeto em 1969, o interesse não cessou. Pesquisadores independentes, como J. Allen Hynek, continuaram estudando os relatos, incentivando o debate sobre o desconhecido até os dias atuais.

Desde 1947, relatos de objetos voadores não identificados (OVNIs) mobilizam a curiosidade mundial. A questão ganhou força quando o piloto Kenneth Arnold viu nove objetos luminosos sobre o Monte Rainier, nos EUA. O incidente desencadeou novas observações que atraíram interesse público. Em resposta, a Força Aérea americana iniciou a Operation Sign em 1948, que evoluiu para o Projeto Livro Azul em 1952.

Esse programa coletou mais de 12 mil registros de avistamentos e fenômenos aéreos incomuns em 17 anos de atividades. A análise revelou que cerca de 90% dos registros se explicavam por causas naturais como balões meteorológicos, fenômenos atmosféricos ou objetos celestes. Ainda assim, mais de 700 casos não tiveram explicações conclusivas, muitas vezes pela falta de dados suficientes.

O contexto da Guerra Fria elevou especulações sobre possíveis tecnologias avançadas ou visitas de entidades extraterrestres. Em 1968, o Relatório Condon reforçou que não havia provas de tecnologias além das conhecidas e recomendou o fim das investigações oficiais, encerradas em 1969.

Mesmo após o fim do projeto, o anatomista astrônomo J. Allen Hynek, que colaborou com o programa, fundou o Center for UFO Studies em 1974 para avaliar relatos de forma independente. Ele ressaltou que a permanência do interesse está ligada a casos não explicados e ao desejo humano de entender o desconhecido.

Via Danuzio News

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