Assembleia aprova sigilo para servidoras com medida protetiva no Espírito Santo

Projeto aprovado no ES garante sigilo a servidoras com medida protetiva para reforçar segurança.
24/03/2026 às 11:01 | Atualizado há 5 horas
               
Descrição incompleta, não permite entender o conteúdo total do projeto aprovado. (Imagem/Reprodução: Eshoje)

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo aprovou o Projeto de Lei 67/2026, que estabelece sigilo para servidoras públicas estaduais protegidas por medida judicial de urgência. A iniciativa surgiu após um caso recente de feminicídio e visa proteger informações que possam expor essas mulheres a riscos.

Com a aprovação, dados como unidade de lotação e localização funcional deixam de ser públicos mediante solicitação e comprovação da medida protetiva. O projeto busca equilibrar a transparência com a segurança das servidoras em situação vulnerável.

A medida limita o sigilo aos dados que oferecem ameaça real à segurança, preservando outras informações conforme a legislação. O governador destacou a importância da proteção para garantir a integridade física e emocional das servidoras.

Foi aprovado na Assembleia Legislativa do Espírito Santo o Projeto de Lei 67/2026, que prevê sigilo para servidoras públicas estaduais protegidas por medida judicial de urgência. A iniciativa surgiu após um novo caso de feminicídio no estado e visa resguardar informações funcionais que possam expor essas mulheres a riscos.

Antes da votação simbólica em plenário, o projeto foi avaliado pelas comissões de Justiça, Direitos Humanos, Segurança e Finanças. O deputado Mazinho dos Anjos (MDB), relator do texto, ressaltou a importância da proteção e defendeu a ocultação de dados como necessária diante da situação.

Com a aprovação, dados como unidade de lotação e localização funcional deixarão de ser públicos no Portal da Transparência e demais sites oficiais do Executivo, mediante pedido da servidora. É obrigatório apresentar a documentação que comprove a vigência da medida protetiva para solicitar a exclusão das informações.

O projeto limita o sigilo apenas aos dados que representem ameaça à segurança, preservando a transparência em outras áreas exigidas pela legislação. O governador Renato Casagrande (PSB) justificou a mudança ao destacar a urgência de equilibrar a divulgação de dados e a proteção da integridade física e emocional das servidoras em situação vulnerável.

A medida busca adequar o princípio da transparência ao contexto de proteção, já que divulgar a lotação dessas servidoras pode comprometer a eficácia das decisões judiciais que as amparam.

Via ES Hoje

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