Grupo pró-Irã divulga dados de engenheiros da Lockheed Martin e faz ameaças com mísseis

Grupo pró-Irã expõe dados de engenheiros da Lockheed Martin e faz ameaças diretas com mísseis.
26/03/2026 às 13:02 | Atualizado há 5 horas
               
Hacktivistas pró-Palestina vazam dados de engenheiros da Lockheed Martin em alerta iminente. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

O grupo Handala Hack Team, alinhado a ideais pró-Irã, expôs dados pessoais de 28 engenheiros da Lockheed Martin envolvidos em projetos como os caças F-35 e sistemas antimísseis. A ação visa pressionar os profissionais a abandonarem suas funções.

A ameaça inclui ataques com mísseis físicos às residências dos engenheiros, em um contexto de aumento da produção de equipamentos de defesa nos EUA. A invasão revela riscos à segurança física e digital desses profissionais.

O incidente reforça a importância da proteção da cadeia de suprimentos militares contra ataques que atingem não só informações, mas também a integridade dos envolvidos em setores estratégicos.

A Lockheed Martin sofreu um ataque do grupo Handala Hack Team, associado a ideais pró-Irã, que expôs informações pessoais e localizações de funcionários baseados em Israel. O grupo aponta que o ataque faz parte da “Operação Lockheed Martin”, com foco em 28 engenheiros envolvidos em projetos críticos como os caças F-35, F-22 e o sistema antimísseis THAAD.

Ontem, o Pentágono anunciou acordos com a Lockheed Martin e BAE Systems para aumentar em quatro vezes a produção do THAAD, visando acelerar a entrega de mísseis de precisão de até 500 km de alcance. Esses sistemas são fundamentais na defesa dos EUA e aliados contra ameaças iranianas na região do Golfo e Israel.

O Handala Hack Team realizou uma campanha de doxing, vazando dados sensíveis como nomes, telefones, endereços residenciais, locais de trabalho militares, documentos pessoais e informações familiares dos engenheiros, na tentativa de pressioná-los diretamente a abandonar suas funções.

O grupo deu um prazo de 48 horas para que os alvos cessem a cooperação com o que chamam de “regime sionista”, ameaçando ataques com mísseis físicos às suas residências. A Lockheed Martin ainda não confirmou se suas redes corporativas foram violadas, mas a ação expõe um nível alto de intimidação e tem ligação com o atual conflito entre EUA e Irã.

Essa invasão destaca a importância da segurança em cadeias de suprimentos militares e a vulnerabilidade a ataques que visam não só dados, mas também a integridade física de profissionais estratégicos em setores sensíveis.

Via TecMundo

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