Cidade de Pedra Azul, em Minas Gerais, se desenvolveu após descoberta de pedras preciosas

Conheça Pedra Azul (MG), que cresceu após descoberta de pedras preciosas e mantém forte tradição cultural e econômica.
26/03/2026 às 21:21 | Atualizado há 18 horas
               
Pedra Azul: história, serras imponentes e o sabor único do queijo cabacinha mineiro. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

Pedra Azul, no nordeste de Minas Gerais, transformou sua história após a descoberta de pedras preciosas, como a água-marinha em 1927. Essa riqueza mineral impulsionou a economia local e rendeu notoriedade nacional.

A cidade investiu em cultura e turismo, com patrimônios históricos e atrações naturais, além da famosa produção artesanal do Queijo Cabacinha. O local abriga ainda um importante sítio arqueológico com pinturas rupestres.

Atualmente, Pedra Azul mantém um equilíbrio entre desenvolvimento e tradição, sendo acessível pela BR-116, a cerca de 720 km de Belo Horizonte, e preservando a memória do garimpo e da cultura local.

O aroma de fogão a lenha e o silêncio da serra recebem quem visita Pedra Azul, no nordeste de Minas Gerais. Originalmente chamada Fortaleza, a cidade mudou de nome em 1943 após uma descoberta que marcou sua história: um bamburro com águas-marinhas na Fazenda Laranjeiras, em 1927. Essa pedra preciosa tornou João de Almeida um dos homens mais ricos do país, com produção avaliada em R$ 80 milhões.

A vocação mineral financiou construções históricas e atraiu estudantes da região. Décadas depois, a descoberta da maior água-marinha já registrada, a Pedra Dom Pedro, esculpida pelo artista Bernd Münsteiner, foi levada para exposição no Museu Smithsonian, em Washington.

No campo, a produção artesanal mantém viva a tradição com o Queijo Cabacinha, reconhecido como patrimônio cultural e regulamentado em 2025. O queijo, de origem italiana adaptada ao Vale do Jequitinhonha, sustenta cerca de 300 famílias que agora podem comercializar formalmente.

A paisagem da região é marcada por cinco formações rochosas, incluindo a Pedra da Conceição, um ponto turístico tradicional, e a Pedra da Rocinha, próxima ao centro, com pinturas rupestres pré-coloniais. O clima da região apresenta verões chuvosos e invernos secos, com temperaturas que variam entre menos de 10°C e mais de 35°C.

Para chegar à Princesinha do Sertão, o trajeto principal é pela BR-116, com cerca de 720 km e quase 10 horas de carro de Belo Horizonte. A cidade mantém um ritmo tranquilo, guardando memórias do garimpo, do queijo e da cultura local.

Via Olhar Digital

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.