O Espírito Santo está entre os estados que mais procuram por soluções para limpar o nome no Brasil. A alta taxa de endividamento das famílias, que ultrapassa 80%, motiva essa busca, especialmente em regiões com intensa atividade econômica.
O endividamento não se limita às famílias de baixa renda, afetando também aquelas com maiores salários. A expansão do acesso ao crédito e as altas taxas de juros contribuem para o aumento da inadimplência.
Regularizar a situação financeira é fundamental. Plataformas e programas governamentais auxiliam no planejamento de negociações, descontos e parcelamentos, ajudando as famílias a equilibrar o orçamento.
O alto nível de endividamento das famílias brasileiras, atingindo 80,2%, gera uma crescente procura por formas de limpar nome. Segundo uma pesquisa do Pagou Fácil, entre dezembro e fevereiro, foram 135.560 buscas no Google Brasil pelo termo, especialmente concentradas em regiões com maior atividade econômica, como São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Esses dados indicam que o endividamento ultrapassa a faixa de menor renda, atingindo famílias com ganhos de até mais de dez salários mínimos, com índices em torno de 69,3% para os últimos. A expansão no acesso ao crédito também contribui para esse cenário, com empréstimos do Sistema Financeiro Nacional totalizando R$ 4,8 trilhões, equivalentes a 37,7% do PIB, em janeiro.
A oferta maior de crédito, entretanto, traz suas consequências. A taxa média de juros para crédito livre chegou a 61% ao ano, e a inadimplência das famílias alcançou 5,2% nos empréstimos consignados e 6,9% em créditos livres, segundo o Banco Central. O comprometimento da renda familiar chegou a 29,2% em 2025, enquanto 29,6% das famílias possuem contas atrasadas, o que pode levar a restrição no crédito e cobranças judiciais.
Para quem busca regularizar a situação financeira, é fundamental planejar a negociação das dívidas, considerando desconto, parcelamento e possíveis práticas abusivas. Plataformas especializadas e programas federais, como o “Desenrola Brasil”, facilitam esse processo, especialmente para quem recebe até dois salários mínimos. Avaliar opções como portabilidade e amortização também pode ajudar a liberar o orçamento familiar.
Via e-SHOJE