Estudo revela como sonhar contribui para a sensação de descanso no sono

Pesquisa mostra que sonhos vívidos ajudam a melhorar a percepção de descanso durante o sono.
27/03/2026 às 15:41 | Atualizado há 5 horas
               
Pesquisas mostram que sonhos intensos afetam a percepção da qualidade do sono noturno. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Pesquisadores italianos encontraram evidências de que sonhos vívidos e imersivos estão ligados a uma maior sensação de sono profundo e descanso, mesmo com atividade cerebral elevada.

O estudo indica que durante o sono, especialmente na fase NREM, os sonhos funcionam como proteção contra estímulos do ambiente, ajudando a manter a desconexão necessária para o descanso.

Assim, a qualidade das experiências oníricas influencia a percepção subjetiva do sono, mostrando que descanso não depende apenas da atividade cerebral baixa, mas também dos sonhos durante a noite.

Pesquisadores da Escola IMT de Estudos Avançados de Lucca, na Itália, apresentam evidências que indicam a importância do sonho na sensação subjetiva de descanso durante o sono. O estudo, publicado na revista PLOS Biology, mostra que sonhos vívidos e imersivos estão relacionados a uma percepção maior de profundidade do sono, mesmo com alta atividade cerebral.

Tradicionalmente, o sono profundo foi definido por baixa atividade cerebral e pouca consciência, enquanto os sonhos, principalmente na fase REM, eram vistos como uma interrupção desse descanso. Contudo, a análise de 196 noites de sono com EEG de alta densidade em 44 adultos demonstrou que a percepção de sono profundo ocorre tanto sem experiências conscientes quanto quando há sonhos ricos e envolventes. Sonhos fragmentados ou sensações vagas, ao contrário, estão ligados a uma sensação de sono superficial.

Durante o sono NREM, especialmente no estágio 2, mais leve, os participantes relataram experiências que variavam de ausência de conteúdo mental a sonhos elaborados. O aumento na intensidade e imersão dos sonhos ao longo da noite parece sustentar a percepção de descanso, mesmo com a pressão biológica para dormir diminuindo.

A conclusão sugere que o sonho atua como um mecanismo de “proteção” contra estímulos externos, favorecendo a desconexão com o ambiente e contribuindo para uma sensação mais profunda de sono. Assim, a relação entre a atividade cerebral e a percepção do descanso não é direta, sendo influenciada pela qualidade das experiências oníricas.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.