Demanda de EUA, UE e Oriente Médio alivia restrições da China para exportação de carne bovina brasileira

Exportação de carne bovina do Brasil cresce com demanda dos EUA, UE e Oriente Médio, compensando cotas restritivas da China.
27/03/2026 às 19:02 | Atualizado há 24 horas
               
Associação aponta impacto restrito das salvaguardas chinesas e mudança de rotas na guerra. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A exportação de carne bovina do Brasil segue firme em 2024, impulsionada pela demanda dos Estados Unidos, União Europeia, Chile e Rússia. Essa diversificação ajuda a amenizar os efeitos das cotas restritivas impostas pela China, principal importador.

Apesar das limitações chinesas, o Brasil vem ampliando as vendas para mercados alternativos, como os EUA, que tiveram alta de 97,3% na receita no primeiro bimestre, e a UE, que cresceu 24,6% em faturamento. A guerra no Oriente Médio desafia a logística, mas caminhos alternativos têm sido usados para atender a região.

No geral, o setor mantém crescimento nas receitas e nos volumes exportados. Nos dois primeiros meses, a receita totalizou US$ 2,865 bilhões, com 557 mil toneladas exportadas, refletindo a capacidade do Brasil de se ajustar às demandas globais e ampliar seu alcance.

A exportação de carne bovina do Brasil mantém um ritmo firme neste começo de ano, principalmente diante da demanda dos Estados Unidos, União Europeia, Chile e Rússia, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Essa diversificação tem ajudado o Brasil a mitigar o impacto das restrições impostas pela China, principal importador, em 2026.

A China estabeleceu uma cota restritiva de 1,1 milhão de toneladas, com tarifas mais altas além desse limite, mas o setor brasileiro tem compensado essas limitações com o crescimento dos embarques para outros mercados. Estados Unidos, por exemplo, registraram aumento de 97,3% na receita do primeiro bimestre, com 60% mais volume exportado. A União Europeia também cresceu, com alta de 24,6% em faturamento.

A guerra no Oriente Médio pode dificultar o escoamento para a região por causa dos custos logísticos, mas a Abrafrigo afirma que o setor tem encontrado rotas alternativas, evitando o Estreito de Ormuz para atender países do Oriente Médio, como Emirados Árabes e Arábia Saudita. Outros destinos, como Vietnã, Indonésia, Japão e Coreia do Sul, também apresentam potencial para expansão das vendas.

No geral, apesar do desafio da cota chinesa, as exportações brasileiras de carne bovina estão respaldadas por uma boa demanda global e ajustam seus fluxos para manter o crescimento nas vendas. No primeiro bimestre, as receitas subiram 39%, chegando a US$ 2,865 bilhões, e o volume embarcado cresceu 22%, totalizando mais de 557 mil toneladas.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.