Itália restringe cidadania italiana por descendência apenas a filhos e netos de italianos

Cidadania italiana por descendência: novas regras limitam o direito a filhos e netos de italianos. Saiba mais sobre as mudanças e o impacto para solicitantes.
29/03/2025 às 07:07 | Atualizado há 12 meses
               
Cidadania italiana por descendência
Nova proposta eleva custo da solicitação para 700 euros, excluindo pedidos por bisavós. (Imagem/Reprodução: Es360)

O governo italiano anunciou novas restrições para a cidadania italiana por descendência. A proposta limita o direito a filhos e netos de italianos natos. Bisnetos e gerações posteriores não serão mais elegíveis. O ministro Antonio Tajani justifica a mudança pela necessidade de conter abusos.

O governo alega excesso de pedidos, especialmente da América do Sul. Muitos descendentes buscam a cidadania com base na lei atual. As autoridades italianas consideram essa lei ultrapassada. A nova regra visa reduzir o volume de solicitações.

Além da restrição por descendência, a taxa para o pedido de cidadania aumentará. O valor proposto é de 700 euros, quase o triplo do atual. O governo argumenta que os municípios, principalmente os menores, estão sobrecarregados. A alta demanda por cidadania justificaria o aumento da taxa.

O ministro Tajani afirma que a emissão de cidadania sobrecarrega o Estado e os municípios. Ele defende o novo valor de 700 euros para aliviar essa carga. A análise de documentos também passará por mudanças. Haverá maior rigor na verificação de certidões. A medida visa evitar fraudes no processo.

Com a nova proposta, netos de italianos ainda podem solicitar a cidadania. Contudo, o avô ou avó precisa ter nascido na Itália. Pedidos baseados em bisavós ou tataravós não serão aceitos. A verificação de documentos será mais rigorosa em todos os casos.

A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento italiano. Se aprovada, a mudança impactará milhares de descendentes. Aqueles que planejavam solicitar a cidadania via bisavós ou tataravós serão afetados. O ius sanguinis, direito à cidadania por laços de sangue, será limitado. A reforma busca uma ligação mais próxima com a cultura e a língua italiana. O ministro Tajani critica a concessão automática da cidadania. Para ele, a ligação com o país não pode se basear apenas em um ancestral distante.

A Itália busca, com essas medidas, controlar o fluxo de pedidos de cidadania. O aumento da taxa e o rigor na documentação visam tornar o processo mais seletivo. A reforma afeta principalmente descendentes da América do Sul. A região concentra grande parte das solicitações. Resta agora aguardar a decisão do Parlamento. O futuro da cidadania italiana por descendência depende dessa votação.

Via ES 360

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