A construção de um novo hospital em Colatina, o Hospital Estadual Sílvio Avidos, enfrenta um impasse. A prefeitura, sob nova gestão, discorda da localização do terreno escolhido pelo governo anterior e pelo Estado. O atual prefeito, Renzo Vasconcelos, questiona a área designada no bairro Cidade Jardim, parte de um terreno maior comprado pela prefeitura anterior. Recursos do Acordo de Mariana estão destinados à obra, com urgência para aplicação. O imbróglio coloca em risco a modernização do sistema de saúde regional.
O Hospital Estadual Sílvio Avidos, referência no Noroeste do Espírito Santo, precisa de uma nova estrutura. Inaugurado em 1949, o prédio atual, localizado no centro de Colatina, está deteriorado. A construção de um novo hospital é crucial para a região. O projeto, no entanto, está paralisado devido à indefinição da localização.
Um acordo verbal entre o ex-prefeito Guerino Balestrassi e o governo estadual previa a doação da área em Cidade Jardim. A atual gestão, liderada por Renzo Vasconcelos, não concretizou a doação. O deputado federal Paulo Folletto critica publicamente a postura do prefeito, cobrando agilidade na liberação do terreno ou na indicação de uma alternativa. Folletto enfatiza a importância do novo hospital para a população. Ele defende o projeto original, que incluiria um complexo de equipamentos públicos na região norte da cidade.
O secretário estadual de Saúde, Tyago Hoffmann, reforça a urgência da obra. A Secretaria já possui o projeto básico. Hoffmann afirma que, com o terreno definido, a licitação poderia ser realizada rapidamente. Ele estima que o novo hospital em Colatina poderia ser entregue em três ou quatro anos, seguindo o modelo do Hospital Roberto Silvares, em São Mateus. O secretário pede que a prefeitura agilize a doação de uma área adequada.
O novo hospital em Colatina teria capacidade para até 350 leitos, mais que o dobro da capacidade atual do Sílvio Avidos. Os recursos para a construção virão do Acordo de Mariana, que destinou R$ 270 milhões para a obra. Desse montante, R$ 90 milhões precisam ser investidos ainda em 2025. Caso contrário, a verba terá que ser realocada.
O ex-prefeito Guerino Balestrassi explica que a área escolhida em Cidade Jardim faz parte de um plano estratégico para a cidade. O terreno de 600 mil metros quadrados abrigaria, além do novo hospital, um estádio, escola, quartéis da PM e dos Bombeiros, estacionamento e a nova sede do Serviço de Verificação de Óbito. A localização estratégica visava desafogar o centro, melhorar a mobilidade urbana e impulsionar a economia da região norte.
O projeto de lei que autorizava a doação do terreno foi apresentado pela gestão anterior à Câmara Municipal. No entanto, o projeto foi retirado de pauta e não foi votado. A atual gestão não se manifestou sobre os motivos da não aprovação e a busca por uma nova área para o hospital continua. O impasse em relação ao terreno coloca em risco a modernização crucial para a saúde da população do Noroeste do Espírito Santo. Acompanharemos os desdobramentos dessa situação.
Via ES360