Pesquisadores identificaram que abelhas construíam ninhos em cavidades de ossos de animais na Cueva de Mono, na República Dominicana, há cerca de 20 mil anos. Os sedimentos encontrados em fósseis dentários de roedores indicam estruturas semelhantes a ninhos petrificados.
A microtomografia computadorizada revelou que esses abrigos ofereciam proteção e impermeabilidade, comportamento incomum para abelhas que normalmente nidificam no solo. Restos fósseis sugerem que corujas pré-históricas levavam ossos para a caverna, criando um ambiente seguro para essas colônias.
O estudo aponta que múltiplas gerações de abelhas retornavam ao local por séculos. Embora a espécie responsável não tenha sido preservada, os cientistas propõem o nome Osnidum para essas abelhas, representando a primeira confirmação de ninhos fossilizados em ossos e a segunda em cavernas.
Pesquisadores identificaram que abelhas criavam ninhos em cavidades de ossos de animais há milhares de anos. A descoberta foi feita na Cueva de Mono, uma caverna na República Dominicana, onde fósseis depositados ao longo de 20 mil anos apresentavam sedimentos estranhos nas cavidades dentárias de roedores.
Estes sedimentos, analisados com microtomografia computadorizada, revelaram estruturas semelhantes a ninhos petrificados, feitos por abelhas pré-históricas. As abelhas encontraram nesses ossos locais protegidos e impermeáveis para construir e guardar suas larvas e pólen, comportamento pouco comum, já que a maioria geralmente nidifica no solo.
O paleontólogo Lazaro Viñola López, do Museu Field em Chicago, destacou que as camadas ósseas formavam abrigo ideal para esses ninhos. A presença de múltiplas gerações empilhadas sugere que as abelhas retornaram ao local por décadas ou séculos.
Restos fósseis indicam que os ossos eram trazidos para a caverna por corujas-das-torres pré-históricas, que deixavam pelotas com ossos no local. Além de ninhos em dentes de roedores, foram encontradas estruturas semelhantes em vértebras e dentes de preguiças gigantes.
Embora as espécies de abelhas responsáveis não tenham sido preservadas, pesquisadores propõem o nome Osnidum para essas abelhas. Especialistas afirmam que essa é a primeira vez que ninhos fossilizados em ossos são registrados e a segunda confirmação de abelhas nidificando em cavernas.
Os autores do estudo acreditam que as abelhas aproveitavam a proteção oferecida pela caverna e seus sedimentos para garantir um ambiente seguro.
Via Folha de S.Paulo