A Abercrombie & Fitch enfrenta ajuste em sua previsão para o último trimestre, com queda de quase 20% nas ações após revisão do crescimento esperado das vendas e do lucro por ação. Essa mudança chamou atenção, já que os investidores estavam otimistas devido à recuperação gradual da marca.
A empresa tem se reposicionado sob nova liderança, substituindo o antigo foco em modelos extremamente sarados por um público mais amplo, especialmente millennials. A redução de lojas e o investimento em inovação fazem parte desse processo e ajudam a manter o desempenho mesmo diante das mudanças.
Com foco em expansão internacional e adaptação às demandas atuais, a Abercrombie segue investindo em tecnologia e aprimoramento dos produtos para consolidar sua presença global, apesar da volatilidade recente no mercado.
A Abercrombie & Fitch enfrenta uma volatilidade significativa na Bolsa após revisar sua previsão para o quarto trimestre. A ação da empresa caiu quase 20% no último pregão, após reajustar o crescimento esperado das vendas para 5% e o earning per share (EPS) entre US$ 3,50 e US$ 3,60, valores levemente inferiores às projeções anteriores. O ajuste financeiro, embora pequeno, surpreendeu investidores que vinham animados com a recuperação da marca.
Nos últimos meses, os papéis da Abercrombie subiram cerca de 80%, refletindo o otimismo gerado pela reestruturação financeira e de imagem da companhia. Esse processo, chamado de turnaround, começou após um período difícil, marcado por acusações contra o ex-CEO Mike Jeffries, desligado em 2014, e queda nas vendas. Jeffries, apesar de ter impulsionado a marca nos anos 1990, tinha uma abordagem controversa, focada em atrair perfis específicos de consumidores.
Desde 2017, sob a liderança de Fran Horowitz, a empresa passou a ouvir mais os clientes, ajustando seu posicionamento. A Abercrombie procura atender principalmente o público millennial, enquanto a Hollister foca nos adolescentes. Mudanças nos produtos, como a adoção de zíperes em jeans, contribuíram para o crescimento nas vendas de denim.
A redução de lojas, que diminuiu de 1.000 em 2010 para cerca de 700 em 2022, reforçou o reposicionamento da marca, com espaços mais cuidadosos e roupas menos marcadas por grandes logos. A estratégia também envolve expansão internacional, com foco nas cidades de Londres e Xangai, onde hoje o comércio global representa 20% dos negócios.
Horowitz ressalta que o turnaround é um processo contínuo e que a empresa seguirá investindo em inovação, incluindo o uso de inteligência artificial para produtividade.
Via Brazil Journal