Escavações na Via Ostiense, em Roma, revelaram esqueletos romanos de 1.800 anos com pregos de ferro sobre os peitos. Os pregos eram usados em rituais para impedir que os mortos voltassem a assombrar os vivos.
Especialistas acreditam que os pregos funcionavam como proteção, impedindo a ‘ressurreição’ dos cadáveres ou protegendo o túmulo contra violações. A área escavada inclui cinco edifícios funerários da era imperial, ajudando a entender costumes antigos.
Essa descoberta reforça a importância das escavações em obras para ampliar o conhecimento histórico. Pesquisas continuam para delimitar a extensão da necrópole, podendo revelar novos achados.
No oeste de Roma, escavações na Via Ostiense para a construção de uma residência estudantil revelaram uma área funerária romana até então desconhecida. Entre os achados, três esqueletos ficaram marcados por um detalhe curioso: pequenos pregos de ferro sobre seus peitos. Essa prática, já documentada no período romano, sugere um ritual de proteção para impedir que os mortos voltassem a assombrar os vivos.
Especialistas indicam que esses pregos poderiam “fixar” os cadáveres para evitar um retorno como “cadáver ressuscitado”. Outra hipótese é que os pregos funcionavam como talismãs apotropaicos, protegendo o falecido dos perigos da vida após a morte ou preservando o túmulo contra violações. A área escavada revelou cinco edifícios funerários da era imperial, organizados em torno de um pátio interno, com decoração elaborada já visível.
A necrópole foi descoberta inicialmente em 1919, mas essas novas escavações indicam que os ritos funerários e a estrutura da região mudaram ao longo do tempo, abrangendo do século 2 a.C. até o século 4 d.C. Os restos recentes datam possivelmente dos séculos 3 e 4 d.C. e ajudam a esclarecer costumes e aspectos culturais daquele período.
Luigi La Rocca, chefe do Departamento para a Proteção dos Bens Culturais, afirmou que essas descobertas mostram como as verificações preventivas em obras são oportunidades importantes para ampliar o conhecimento histórico. A localização exata dos limites da necrópole ainda não é totalmente conhecida, mas novos achados podem surgir com a continuidade das investigações.
Via Galileu