Ações brasileiras com potencial de valorização na estratégia HALO trade

Investidores focam em ações brasileiras para ganhar com a estratégia HALO trade, que aposta em ativos físicos resistentes à IA.
26/02/2026 às 07:01 | Atualizado há 5 horas
               
Ibovespa sobe quase 40% em 6 meses e ganha força com o impulsionador HALO trade. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

O Ibovespa avançou cerca de 40% nos últimos seis meses, mas a atenção do mercado agora se volta para a estratégia HALO trade. Essa abordagem privilegia ativos físicos e setores menos impactados pela inteligência artificial, como energia, utilities e infraestrutura.

Analistas utilizam critérios como escassez de ativos físicos e proteção regulatória para identificar as ações brasileiras que mais podem se beneficiar. Entre as empresas apontadas estão Axia, Copasa, Orizon, Brava Energia e PRIO.

A estratégia HALO não indica abandono de ações de crescimento, mas uma diversificação que valoriza setores cíclicos. O principal risco reside na possibilidade de a IA impulsionar o setor de software, reduzindo a atratividade desses ativos defensivos.

O Ibovespa já avançou quase 40% nos últimos seis meses, mas investidores agora apostam no HALO trade para continuar a valorização. A sigla Heavy Assets, Low Obsolescence representa uma estratégia que privilegia ativos físicos, pouco afetados pela inteligência artificial, como setores de energia, utilities e infraestrutura.

Aline Cardoso, head de pesquisa do Santander, usou quatro critérios para montar um ranking com os papéis brasileiros mais beneficiados por essa estratégia: escassez de ativos físicos, vulnerabilidade à AI, risco de desintermediação tecnológica e proteção regulatória. No topo estão Axia, Copasa e Orizon, seguidas por Brava Energia e PRIO.

A cesta HALO inclui ainda Cyrela, Direcional, Vivo, Aura Minerals e Vale, que oferecem exposição a setores menos suscetíveis às rápidas mudanças tecnológicas. Antes da pandemia, essas empresas negociavam com desconto de cerca de 20% perante companhias tecnológicas, que chegou a 50% no período crítico e hoje está em torno de 35%.

Para Aline, a movimentação não significa saída dos ativos growth, mas uma “recalibragem” que identifica oportunidades em setores cíclicos e ativos físicos. O relatório também compara mercados internacionais, destacando Ibovespa em segundo lugar no ranking HALO, atrás do MSCI Taiwan. Mercados com maior presença de infraestrutura regulada tendem a resistir melhor à transformação digital.

O principal risco para a estratégia HALO trade está na possibilidade de a inteligência artificial impulsionar a produtividade, favorecendo novamente as ações de crescimento em software e semicondutores, o que reduziria a atratividade dos ativos defensivos.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.