A Itautec, uma das principais fabricantes brasileiras de eletrônicos e tecnologias bancárias, teve seu auge entre os anos 1980 e 2000. Conhecida por seus computadores e inovações no setor de automação bancária, a empresa se destacou no mercado. Porém, ao longo do tempo, enfrentou desafios que levaram à sua queda.
Fundada em 1979, a Itautec começou a desenvolver terminais para sistemas bancários, mas se tornou uma referência ao lançar o primeiro microcomputador nacional em 1982. Com a popularização dos PCs e a integração da tecnologia, a Itautec alcançou grande sucesso, mas a chegada de concorrentes internacionais começou a minar sua posição no mercado.
Em 2013, a Itautec saiu do segmento de computadores, mantendo apenas o suporte ao cliente. Apesar de formar uma joint venture com a japonesa OKI, a marca hoje opera em áreas menos visíveis, afastando-se do investimento em eletrônicos para consumidores, deixando uma trajetória de sucesso para trás.
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A Itautec, outrora gigante brasileira no mercado de eletrônicos e tecnologias bancárias, marcou presença entre as décadas de 1980 e 2000. A empresa, conhecida por seus computadores e forte atuação no setor corporativo, estampava um “olho” em seu logotipo. Contudo, antes de se consolidar como fabricante de eletrônicos, a Itautec trilhou um caminho inicial focado em projetos de automação bancária. Mas, afinal, o que aconteceu com essa marca?
A história da Itautec teve início em 1979, quando o setor de servidores do Itaú desenvolveu terminais simples para conectar sistemas bancários e exibir informações de contas aos clientes. Em outubro de 1980, a agência Mercúrio, no centro de São Paulo, inaugurou o sistema de terminal de atendimento, marcando o início da jornada da Itautec como fabricante de eletrônicos.
Em 1982, a empresa lançou seu primeiro microcomputador, o Itautec I-7000, seguido por outros modelos. A Itautec se destacou como a primeira fabricante no Brasil a vender PCs com Windows 3.1 pré-instalado e em português, aproveitando o período da reserva de mercado da informática. Em 14 de abril de 1983, Campinas testemunhou a inauguração do primeiro caixa eletrônico do país, impulsionado pela tecnologia Itautec em uma agência do Banco Itaú. O sucesso foi tanto que a Itautec expandiu seus serviços de automação para outros bancos.
A empresa firmou acordos com a Intel para produzir e distribuir servidores no Brasil, e com a IBM, em uma joint-venture chamada Itec. Em 1994, a fusão com a Philco adicionou um vasto portfólio de eletrônicos ao seu catálogo. Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, conhecido como Karman, supervisionou grande parte desses projetos, liderando a empresa desde sua fundação até 1999.
Em 1995, a Itautec deu uma guinada estratégica para o setor de eletrônicos com o lançamento da linha InfoWay de computadores. Essa decisão impulsionou o faturamento da empresa, com o setor respondendo por 41,1% do total. A Itautec chegou a deter 10% do mercado brasileiro de computadores, embora esse número tenha diminuído ao longo do tempo. Na segunda fase da empresa, a Philco foi vendida para a Gradiente em 2005. A Itautec encerrou a produção de semicondutores e, no ano seguinte, adquiriu a Tallard, uma marca de distribuição de produtos corporativos.
Entre os destaques da Itautec nos anos 2000, incluem-se o PocketWay, o primeiro PocketPC nacional, o tablet TabWay com Android voltado ao mercado corporativo, o computador InfoWay 3D com tecnologia imersiva, modelos tudo-em-um como o AT0101, o notebook InfoWay W7535 com chip Intel Core e supercomputadores como o InfoCluster, o PAD e o Grifo04. Além dos eletrônicos, a Itautec lançou a Librix, uma distribuição Linux desenvolvida internamente, e um corretor ortográfico e gramatical para o português, posteriormente licenciado para a Microsoft e integrado ao Word.
A partir de 2001, a Itautec iniciou a exportação de máquinas de autoatendimento bancário para os Estados Unidos e a Europa. Mas, afinal, o que aconteceu com a Itautec?
A Itautec perdeu espaço ao longo da década de 2000 com a chegada de concorrentes estrangeiros e o enfraquecimento de marcas nacionais. O posicionamento no mercado corporativo garantiu uma sobrevida, mas não foi suficiente para assegurar o futuro da marca. Em 15 de maio de 2013, a Itautec deixou o mercado de computadores, incluindo desktops, laptops e servidores, mantendo apenas o suporte ao consumidor.
A linha de automação e serviços de tecnologia da informação (TI) se transformou em uma nova empresa em conjunto com a japonesa OKI, com a parceria formalizada um ano depois. Na aquisição, a Itautec manteve 30% do controle da nova companhia. Como resultado, a Itautec retornou aos bastidores, atuando na área técnica e de soluções, e se afastou do setor de eletrônicos para o consumidor.
Via TecMundo
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