Acordo Mercosul-UE: o que muda para o Brasil com o novo tratado comercial

Descubra como o acordo Mercosul-UE pode ampliar o comércio e investimentos para o Brasil.
09/01/2026 às 09:42 | Atualizado há 1 mês
               
Tratado iniciado em 1999 e liberado em 2024 para a maior área de livre comércio. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A União Europeia aprovou politicamente o acordo comercial com o Mercosul, que elimina gradualmente tarifas sobre 91% dos bens trocados entre os blocos. O tratado deve ampliar o acesso de produtos brasileiros, especialmente do agronegócio, ao mercado europeu, um dos principais destinos das exportações do Brasil.

O acordo cria a maior área de livre-comércio do mundo, com cerca de 700 milhões de pessoas, facilitando comércio de serviços, investimentos e compras públicas. Apesar da necessidade de aprovação final no Parlamento Europeu, o tratado pode diversificar a pauta comercial e atrair investimentos para o país.

A União Europeia deu um passo fundamental na aprovação política do acordo comercial com o Mercosul, negociado desde 1999. O tratado elimina gradualmente tarifas sobre cerca de 91% dos bens trocados entre os blocos, podendo expandir o acesso de produtos brasileiros, principalmente do agronegócio, ao mercado europeu, que já é um dos principais destinos das exportações do país.

Esse acordo abre espaço para a maior área de livre-comércio mundial, que abrange aproximadamente 700 milhões de pessoas. Além da redução Tarifária, o texto inclui medidas para facilitar o comércio de serviços, investimentos e compras públicas, ampliando oportunidades para empresas brasileiras, inclusive pequenas e médias, que enfrentam desafios regulatórios e aduaneiros.

No âmbito agrícola, produtos como carne bovina, café, soja, celulose e frango representam fatias expressivas das exportações ao bloco europeu. O acordo prevê a redução de tarifas e a manutenção dos padrões rigorosos da UE em saúde, meio ambiente e direitos trabalhistas, o que deve aumentar os custos principalmente para produtores menores.

Apesar de ainda precisar da aprovação do Parlamento Europeu e das regulamentações complementares, o tratado beneficia a diversificação comercial e pode atrair investimentos ao Brasil. O contexto político internacional e o interesse europeu em fortalecer parcerias diante do crescimento econômico da China foram decisivos para a retomada das negociações.

Por fim, instrumentos de salvaguarda para setores agrícolas sensíveis da UE ainda serão definidos, o que pode limitar o volume de importações brasileiras em determinados segmentos. O acordo também traz cláusulas para monitoramento e respostas rápidas em caso de desequilíbrios no comércio.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.