A Aegea demonstra interesse contínuo no leilão da Copasa, mesmo diante do aumento recente no preço das ações motivado pela expectativa de privatização. O grupo aguarda mais detalhes sobre a modelagem do leilão para aprofundar os estudos e definir sua participação.
O CEO da Aegea destaca a importância da disciplina financeira, mesmo diante do valor elevado da Copasa, e mantém a estratégia de manter alavancagem controlada. A estatal possui uma valorização significativa, com 140% em 12 meses, o que tem gerado atenção no mercado.
Além da Copasa, a Aegea avalia outras oportunidades de licitação e planeja captar recursos no mercado, reforçando seus planos de crescimento orgânico e expansão em diversas regiões do país.
A alta recente nas ações da Copasa, motivada pelas expectativas de privatização, já fez alguns investidores desistirem. Porém, a Aegea segue interessada e pretende aprofundar os estudos sobre a desestatização ao receber mais informações sobre a modelagem do leilão previsto para o primeiro semestre. O governo de Minas Gerais busca um investidor âncora para comprar ao menos 30% da estatal, mas não exclui a venda total se isso não ocorrer.
A ação da Copasa valoriza 140% em 12 meses, elevando sua capitalização para cerca de R$ 20 bilhões. Apesar de alguns especialistas considerarem o valuation elevado, o CEO da Aegea, Radamés Casseb, avalia que o investimento não é desproporcional, considerando o financiamento e participação no capital. O CFO André Pires destaca que a Copasa é um ativo com boa liquidez e geração de caixa, conhecido e avaliado pelo mercado.
No mercado, grupos como a Sabesp, Perfin – que já possui 12% da companhia – e investidores institucionais demonstram interesse no negócio. A Aegea, com histórico de 19 vitórias em 34 leilões desde 2019, mantém disciplina financeira. Sua alavancagem está em 3,7x, com meta de reduzir para 3x, aproveitando operações maduras e com margens atrativas.
Além do leilão da Copasa, a Aegea avalia outras licitações regionais e mantém planos para captação no mercado, incluindo estudo para IPO. O grupo atende hoje quase 900 cidades em 15 estados, impactando mais de 39 milhões de pessoas, e privilegia crescimento orgânico ao ampliar cobertura e arrecadação de receita nas concessões existentes.
Via Brazil Journal