O PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025, impulsionado principalmente pela agropecuária, que avançou 11,7%. Apesar de representar cerca de 7% do PIB, o setor contribuiu com 32,8% para esse crescimento, destacando-se pela alta produção de soja, milho e laranja.
A participação da agropecuária no PIB aumentou de 6,7% para 7,1% entre 2024 e 2025. Além da produção agrícola recorde, a produtividade nas lavouras e a expansão da criação de bovinos também colaboraram. Para 2026, o ritmo de crescimento deve se manter, mas com possível desaceleração do setor rural, enquanto indústria e serviços ganham força.
O crescimento da agricultura foi o principal impulso para a alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A agropecuária registrou expansão de 11,7% no período, sendo responsável por 32,8% da evolução econômica do país. Apesar de representar apenas cerca de 7% do PIB, o setor rural destacou-se no desempenho geral da economia.
O aumento da participação da agropecuária no PIB, de 6,7% em 2024 para 7,1% em 2025, reflecte o impacto das safras, especialmente de soja e milho, que juntas respondem por 45% da produção agrícola. A produção de soja cresceu 14,6% e a de milho avançou 23,6%, acompanhadas por um aumento de 28,4% na produção de laranja. A produtividade nas lavouras e a expansão na criação de bovinos e leite também colaboraram para esse resultado.
Enquanto isso, o setor de serviços manteve a maior fatia da economia, respondendo por 69,5% do PIB, e a indústria extrativa teve crescimento de 15,3%, porém com participação menor devido à queda nos preços internacionais do petróleo.
Para 2026, o Ministério da Fazenda projeta ritmo semelhante de crescimento de 2,3% para o PIB, prevendo desaceleração da agropecuária, que sofrerá com menor produção de milho e arroz, além de redução no abate de bovinos. Por outro lado, a indústria e serviços devem acelerar.
Mesmo com essa previsão, a produção de soja deve registrar nova colheita recorde, mantendo parte do desempenho agrícola no próximo ano.
Via Forbes Brasil