Entre 2016 e 2025, o Brasil exportou quase 11 milhões de toneladas de produtos agrícolas para a Venezuela, gerando um faturamento de quase US$ 7 bilhões. Os principais itens incluem cereais, açúcar e proteínas animais, essenciais para o abastecimento venezuelano.
A partir de 2020, as vendas de produtos agrícolas cresceram significativamente, atingindo US$ 919 milhões em 2024. Apesar das tensões diplomáticas recentes e das intervenções externas, o Brasil mantém uma balança comercial favorável, enquanto a Venezuela segue dependente das importações para sustentar sua produção agrícola.
Entre 2016 e 2025, o Brasil alcançou um faturamento acumulado de US$ 6,95 bilhões em exportações para a Venezuela, segundo dados da Forbes. A pauta exportadora é marcada por itens essenciais ao abastecimento venezuelano, como cereais, açúcar e proteínas animais, totalizando 10,55 milhões de toneladas enviadas nesse período. O agro brasileiro é peça chave nesse comércio, sobretudo em setores como o complexo de cereais e o sucroalcooleiro.
A partir de 2020, houve uma retomada expressiva dos fluxos comerciais, com destaque para vendas de produtos agrícolas que somaram US$ 919 milhões em 2024. A balança comercial é amplamente favorável ao Brasil, com um superávit de US$ 6,95 bilhões, já que o país importa pouco da Venezuela, cerca de US$ 6,2 milhões na década. Os principais produtos importados são pescados, cacau e produtos de nicho, como a farinha de milho pré-cozida (Farinha de Arepa).
Apesar desse avanço, as relações diplomáticas entre os dois países estiveram tensionadas em 2024 e 2025, especialmente por divergências políticas relacionadas às eleições venezuelanas e à postura do governo Maduro. A recente intervenção dos EUA na Venezuela também gerou preocupação no Brasil, com risco de maiores restrições comerciais e impacto nos acordos bilaterais.
Internamente, o agro venezuelano ainda passa por recuperação lenta, dependendo em larga escala de insumos importados. A produção doméstica de milho, arroz e carnes de frango cresce modestamente, mas enfrenta desafios em infraestrutura e tecnologia. O país continua importador líquido de matérias-primas agrícolas essenciais para manter sua indústria.
Via Forbes Brasil