Águas-vivas dormem cerca de oito horas por dia mesmo sem cérebro

Pesquisa revela que águas-vivas descansam 8 horas por dia, mostrando a função biológica do sono desde os primeiros seres vivos.
12/01/2026 às 15:11 | Atualizado há 1 mês
               
Sono pode ter se desenvolvido junto com os primeiros neurônios dos animais. (Imagem/Reprodução: Super)

Pesquisadores da Universidade Bar-Ilan, em Israel, descobriram que águas-vivas dormem cerca de oito horas por dia, apesar de não possuírem cérebro. O estudo, publicado na revista Nature Communications, sugere que o sono é um comportamento presente desde os primeiros animais com neurônios.

Além das águas-vivas, anêmonas do mar também passam por ciclos de inatividade que equivalem a um terço do dia. Durante o sono, esses animais ampliam os processos de reparo do DNA, destacando a função protetora do descanso para suas células nervosas.

A descoberta reforça que o sono é um mecanismo biológico essencial para a saúde celular e pode ter surgido com a evolução dos primeiros sistemas nervosos, expandindo nossa compreensão sobre a importância do descanso na natureza.

Pesquisadores da Universidade Bar-Ilan, em Israel, comprovaram que águas-vivas, mesmo sem terem cérebro, dormem cerca de oito horas diárias. O estudo, publicado na revista Nature Communications, revela que esse padrão assemelha-se ao sono humano, sugerindo que o descanso surgiu com o aparecimento dos primeiros neurônios no reino animal.

Além das águas-vivas, anêmonas do mar também entram em período de inatividade, que equivale a um ciclo de sono e representa um terço do dia desses animais. A constatação amplia a ideia de que o sono é um mecanismo biológico presente desde os primórdios da evolução.

Durante o descanso, ocorre um aumento expressivo no processo de reparo do DNA dessas criaturas. Quando os cientistas expuseram os animais a radiação, que danifica o material genético, observaram um aumento no tempo de sono, reforçando a hipótese do sono como forma de proteger os neurônios e reparar o DNA.

Não se sabe se há outras funções relacionadas ao sono nesses animais, mas a pesquisa amplia o entendimento da importância biológica do descanso para sistemas nervosos espalhados e sem órgãos controladores centrais.

Esse estudo ajuda a esclarecer a origem do sono e a sua manutenção como um comportamento fundamental, que vai muito além do simples descanso, desde os primeiros seres vivos com células nervosas.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.