O ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmou que não manteve contato com o banqueiro Daniel Vorcaro no dia 17 de novembro, quando o banqueiro foi preso. Mensagens atribuídas a Moraes foram divulgadas, mas a Secretaria de Comunicação do STF esclareceu que os prints encontrados no celular de Vorcaro não foram enviados por ele.
Daniel Vorcaro foi transferido para uma penitenciária federal em Brasília por decisão do ministro André Mendonça, para impedir que influencie as investigações sobre fraudes no Banco Master. Um inquérito também foi aberto para apurar vazamentos de dados bancários e fiscais do banqueiro.
A investigação está vinculada à Operação Compliance Zero e aborda fraudes vinculadas a empréstimos consignados para aposentados e pensionistas. A medida visa garantir a integridade das apurações e preservar a legalidade do processo.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou ter mantido qualquer conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro em 17 de novembro do ano passado. Mensagens atribuídas a ele foram divulgadas pelo jornal O Globo, com prints obtidos pela Polícia Federal no celular do banqueiro, preso na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.
Por meio de nota, a Secretaria de Comunicação do STF esclareceu que as mensagens não foram enviadas a Moraes, mas a outros contatos na agenda de Vorcaro. A análise dos dados sigilosos mostrou que os prints estavam vinculados a pastas de outras pessoas e não diretamente ao ministro.
Daniel Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal em Brasília, seguindo decisão do ministro André Mendonça, que é o relator da investigação da Operação Compliance Zero. O objetivo da transferência, solicitada pela PF, é evitar que o banqueiro influencie as apurações das fraudes.
Além disso, Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para investigar os vazamentos dos dados bancários, fiscais e telemáticos de Vorcaro. Esse pedido partiu da defesa do banqueiro, que apontou que o compartilhamento dos documentos com a CPMI do INSS teria gerado os vazamentos. A CPMI investiga supostas fraudes envolvendo empréstimos consignados para aposentados e pensionistas, com relação ao Banco Master.
Via Folha Vitória