Alta no preço dos combustíveis ameaça agravar crise alimentar global, alerta a ONU

ONU alerta que aumento no preço dos combustíveis prejudica acesso a alimentos e agrava fome mundial.
10/03/2026 às 14:01 | Atualizado há 3 horas
               
Conflito no Oriente Médio pressiona rotas, insumos e agrava crise alimentar global. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

O aumento recente nos preços dos combustíveis, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio, pode piorar a crise alimentar global, segundo o Programa Mundial de Alimentos (WFP) da ONU. A escalada das tensões impacta a logística, os mercados de alimentos e reduz o poder de compra das famílias vulneráveis.

Além do deslocamento de populações, os custos elevados do transporte dificultam o acesso a alimentos em áreas frágeis, especialmente no Líbano e Gaza. O bloqueio do Estreito de Ormuz eleva o preço do petróleo e dos fertilizantes, essenciais à agricultura mundial.

Esse cenário pressiona países de baixa renda na África e Ásia, elevando a inflação alimentar e a desnutrição. A crise demanda respostas governamentais urgentes e efetivas para evitar o agravamento da fome global.

O recente aumento no preço dos combustíveis, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio, pode agravar ainda mais a fome global, alerta o Programa Mundial de Alimentos (WFP) da ONU. A escalada das tensões a partir de 28 de fevereiro gerou impactos diretos nas cadeias logísticas, nos mercados alimentares e no poder de compra das famílias mais vulneráveis.

A violência na região provoca deslocamentos em massa e destruição, enquanto os custos de transporte aumentam, dificultando o acesso de áreas vulneráveis a alimentos. No Líbano, por exemplo, mais de 500 mil pessoas foram deslocadas internamente, enfrentando vulnerabilidade alimentar. Em Gaza, embora haja ajuda humanitária, 1,5 milhão de pessoas vivem em condições críticas, dependendo de rações limitadas disponibilizadas pelo WFP.

O bloqueio e o congestionamento do Estreito de Ormuz, rota fundamental para o transporte de petróleo, gás e fertilizantes, aumentaram os custos do combustível e do frete marítimo, elevando o preço global do petróleo para mais de US$ 90 por barril. Isso impacta diretamente os mercados de fertilizantes, essenciais para a agricultura mundial.

Fertilizantes nitrogenados, como a ureia, produzidos principalmente por países do Golfo Pérsico, estão com exportações afetadas, o que pressiona seus preços globalmente. Em uma semana, o preço da ureia no Egito subiu 37%, o que pode levar agricultores a reduzir a aplicação dos insumos, comprometendo a produção de alimentos e elevando os preços no mercado mundial.

Esses efeitos são especialmente preocupantes para países de baixa renda na África e no sul da Ásia, onde a alta dos custos pode provocar inflação alimentar e aumento da desnutrição, exigindo respostas governamentais que ainda são incertas diante da crise.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.