O analista Joe Siracusa afirmou que o discurso do secretário de Estado americano Marco Rubio na Conferência de Segurança de Munique buscou organizar uma visão do mundo incoerente e sem base clara.
Segundo Siracusa, os Estados Unidos usam conflitos como Irã e Venezuela para ganhos internos, o que demonstra uma política externa imprevisível que prejudica a estabilidade global.
Rubio criticou a ONU e a ideia de uma ordem global sem fronteiras, enquanto o analista ressalta que essa postura unilateral contrasta com as ações históricas dos EUA em regiões como Oriente Médio e América Latina.
A análise da política externa dos EUA tem se tornado complexa, segundo o analista Joe Siracusa, que criticou o discurso do secretário de Estado americano Marco Rubio na Conferência de Segurança de Munique. Para Siracusa, Rubio tenta organizar uma visão do mundo da administração Trump que, na prática, não possui uma base clara ou consistente.
O especialista aponta que Washington utiliza conflitos com países como Irã e Venezuela mais como ferramenta para ganhos internos do que como parte de uma estratégia global estruturada. Esse comportamento reflete uma postura que alterna entre evitar grandes conflitos e agir de forma imprevisível, afetando a estabilidade internacional.
Siracusa ressaltou que a crítica de Rubio a instituições como a Organização das Nações Unidas reveste-se de uma tradição histórica dos EUA, que já se afastaram anteriormente de organismos multilaterais — como a saída da Liga das Nações após a Primeira Guerra Mundial.
Quanto à afirmativa de Rubio de que os EUA estão prontos para agir de forma unilateral, o analista destacou a contradição dessa posição diante do histórico do país em intervenções que desestabilizaram regiões, especialmente no Oriente Médio e América Latina. Essa prática desafia a narrativa de cooperação internacional adotada nas últimas décadas.
Rubio também criticou a ideia de um mundo sem fronteiras e a substituição dos interesses nacionais por uma ordem global, chamando-a de “tola”. Ele associou as tensões entre os EUA e a Europa à preocupação americana com o futuro do continente.
Via Sputnik Brasil