O geólogo Andrés Meglioli, com quase 40 anos de experiência nos EUA, analisa a legislação argentina que protege a forma física dos glaciares, mas não considera adequadamente sua contribuição hídrica. Isso limita avanços em projetos de mineração, diferindo de países como Canadá e EUA, onde o foco é a proteção do sistema hídrico via estudos ambientais.
O Inventário Nacional de glaciares na Argentina está incompleto, faltando análise em campo e avaliação da importância hídrica de cada glaciar. Meglioli sugere descentralizar essa tarefa para as províncias, o que poderia acelerar o controle e a proteção sob supervisão do Estado.
Ele também ressalta que nem todos os glaciares fornecem a mesma quantidade de água, destaca que a mineração não é a maior causadora da escassez hídrica, e cita que países vizinhos, como o Chile, adotam soluções inovadoras para preservar o meio ambiente e garantir abastecimento.
O geólogo Andrés Meglioli, especialista com quase 40 anos nos Estados Unidos, aborda os desafios da atual legislação argentina sobre glaciares. Ele destaca que a lei vigente protege a forma física dos glaciares, mas não quantifica adequadamente sua real contribuição hídrica, o que restringe avanços em projetos de mineração. Meglioli aponta que, em países como Canadá e EUA, o foco está na proteção do sistema hídrico com base em estudos de impacto ambiental, abordagem diferente da argentina.
O Inventário Nacional de glaciares, essencial para o controle dos recursos, ainda está incompleto. Apenas fase preliminar de mapeamento por imagens de satélite foi realizada; falta a análise em campo e a mensuração do impacto hídrico individual de cada glaciar. O projeto de descentralizar essa tarefa para as províncias, segundo o especialista, poderia agilizar processos e promover melhor controle, sob supervisão do Estado.
Meglioli também esclarece que nem todos os glaciares contribuem da mesma forma para o abastecimento de água. Glaciares de detritos têm desde 5% a 40% de gelo, variando sua importância hídrica. Ele ressalta que a mineração não é a principal responsável pela escassez, uma vez que a agricultura consome maior parte da água em regiões como San Juan e que secas históricas antecedem a mineração.
Na América do Sul, por exemplo, o Chile adota medidas como plantas dessalinizadoras para garantir água nos projetos minerários, evitando prejuízos à população e ao meio ambiente. Meglioli finaliza reforçando que os estudos ambientais no país são rigorosos, com glaciares e permafrost protegidos e integrados à análise antes da aprovação de novos empreendimentos.
Via Forbes Brasil