A família francesa Pinault vendeu 29% da Puma para a chinesa Anta Sports por US$ 1,8 bilhão, como parte de sua estratégia de reestruturação das marcas de luxo.
A operação fortalece o portfólio da Anta, que já controla marcas como Salomon e Wilson, e gerou alta significativa nas ações da Puma na bolsa de Frankfurt.
Com essa aquisição, a Anta amplia sua presença global e aposta no crescimento do mercado esportivo, especialmente na China, enquanto a Puma planeja recuperar seu desempenho até 2027.
A família bilionária francesa Pinault decidiu vender sua participação de 29% na Puma para a chinesa Anta Sports Products, focando na reestruturação de suas marcas de luxo, especialmente a Gucci. Com o acordo, a Anta pagará € 1,5 bilhão (US$ 1,8 bilhão) para adquirir uma fatia significativa da marca esportiva alemã.
A Anta expandirá seu portfólio com essa aquisição, que complementa marcas como Salomon e Wilson, já sob seu controle. As ações da Puma reagiram positivamente, chegando a subir 21%, encerrando o pregão com alta de cerca de 7% em Frankfurt. A compra inclui 43 milhões de ações da holding Artémis, da família Pinault, a € 35 por ação, preço que oferece um prêmio de 62% em relação ao fechamento anterior.
Esse movimento reduz a dívida da Artémis e alivia preocupações dos investidores quanto a seus recentes investimentos, como a aquisição da agência de talentos CAA. Para a Anta, a compra representa uma aposta no crescimento mundial dos artigos esportivos e na popularidade do segmento athleisure, especialmente na China.
O CEO da Puma, Arthur Hoeld, planeja revigorar a marca por meio de novas estratégias de marketing, visando retomar o crescimento até 2027. A Anta, enquanto assume esse compromisso, terá representação no conselho da Puma e não planeja, por enquanto, a aquisição total da empresa.
Analistas avaliam que a entrada da Anta pode resultar em maior dinamismo para a Puma e, possivelmente, abrir caminho para futuras negociações. O investimento reforça a presença global da Anta e busca aproveitar a demanda crescente por esportes e vida ativa, principalmente no mercado chinês.
Via InvestNews