A Anvisa tem intensificado ações contra a venda de canetas para emagrecimento sem registro no Brasil, como Lipoless MD e Retatrutide. Esses produtos não passaram por avaliações de segurança exigidas.
Especialistas alertam para os riscos do uso de remédios não aprovados, como a retatrutida, que ainda está em estudo. A Anvisa recomenda comprar medicamentos apenas em farmácias autorizadas e verificar o registro sanitário.
O órgão regulador reforça a importância da regulamentação para proteger a saúde dos consumidores diante do aumento da procura por tratamentos para emagrecimento.
O aumento da procura por medicamentos para emagrecimento chamou a atenção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proibiu recentemente a comercialização e determinou a apreensão de diversas “canetas emagrecedoras” sem registro no Brasil. Produtos como Lipoless MD, Retatrutide 40 mg, Tirzec Pen 15 mg, Lipoland e T.G estão entre os vetados pela agência por não terem passado pelos procedimentos necessários de segurança e eficácia.
A substância retatrutida, em especial, ainda está em fase de estudos e não recebeu aprovação de agências regulatórias como a Anvisa ou a americana FDA. Especialistas, como as endocrinologistas Sabrina França e Queulla Garret, ressaltam que o uso desses medicamentos sem aprovação representa sérios riscos, pois não há dados completos sobre sua segurança ou efeitos a longo prazo. Além disso, há crítica sobre a responsabilidade médica na prescrição de produtos ainda em avaliação.
A Anvisa alerta que pacientes devem sempre comprar remédios em farmácias autorizadas, conferindo bula, laudo de segurança e registro sanitário. O laboratório do Mounjaro, medicamento similar, adotou um QR code na embalagem para verificação de originalidade e validade. Essa medida reforça a importância de garantir a procedência do que é usado para emagrecimento.
Para evitar riscos à saúde, o órgão regulador tem intensificado as ações contra a venda ilegal desses medicamentos e ressaltado a necessidade de regulamentação para proteger os consumidores diante do aumento do mercado de emagrecimento.
Via Tribuna Online