Após o cigarro, a falta de sono é o maior fator que reduz a expectativa de vida

Estudo aponta a falta de sono como segundo maior fator que reduz a expectativa de vida, superando até sedentarismo e má alimentação.
18/03/2026 às 12:21 | Atualizado há 5 horas
               
A descrição destaca a importância do sono em um mundo digital, reforçando seu papel essencial para a saúde. (Imagem/Reprodução: Eshoje)

Estudo recente revela que a falta de sono é o segundo maior fator que diminui a expectativa de vida, ficando atrás apenas do tabagismo. Dados da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon mostram que a privação do sono impacta negativamente a longevidade em diversos estados.

A falta de sono afeta o organismo de várias formas, comprometendo processos essenciais como reparo celular, equilíbrio hormonal e memória. Isso aumenta o risco para doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, depressão e baixa imunidade.

Especialistas alertam que noites mal dormidas são comuns na terceira idade, mas devem ser tratadas para evitar declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas. Há recomendações práticas para melhorar a qualidade do sono e preservar a saúde.

Um estudo recente mostra que a falta de sono é um dos principais fatores que reduzem a expectativa de vida, ficando atrás apenas do tabagismo. Esta pesquisa da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon cruzou dados nacionais dos hábitos de saúde e longevidade, apontando a privação de sono como um problema gravíssimo em diversos estados dos EUA.

Curiosamente, a pouca duração do descanso noturno teve mais impacto na redução da vida útil do que a alimentação inadequada, sedentarismo e até a solidão, hábitos já conhecidos por prejudicar a saúde. Segundo a geriatra Fernanda Sperandio, durante o sono, o corpo realiza processos essenciais como reparo celular, equilíbrio hormonal e consolidação da memória, que, se comprometidos, colocam o organismo em situação de estresse contínuo.

Essa condição está ligada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, depressão e queda na imunidade. Para quem passou dos 50 anos, dormir bem é ainda mais importante, pois o sono profundo ativa a limpeza do cérebro, removendo toxinas que podem acelerar o declínio cognitivo e o surgimento de doenças neurodegenerativas.

A pneumologista Carla Antunes destaca que alterações no padrão do sono são comuns na terceira idade, porém noites mal dormidas frequentes devem ser tratadas. Para melhorar a qualidade do descanso, recomenda-se manter horários regulares, evitar uso de telas antes de dormir, não ingerir cafeína à noite e praticar técnicas de relaxamento, entre outras práticas.

Via ES Hoje

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