Após manutenção da Selic em 15%, ABRAINC pede redução nos juros e Abecip mantém otimismo

ABRAINC pede corte nos juros após manutenção da Selic em 15%; Abecip projeta queda na taxa e crescimento do setor imobiliário.
29/01/2026 às 13:22 | Atualizado há 3 horas
               
Setor cresce, mas precisa de crédito acessível para manter o avanço sustentável. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

O Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano na primeira reunião de 2026, gerando reações distintas no setor imobiliário. A ABRAINC considera os juros elevados demais e cobra redução para impulsionar o crescimento econômico. Por outro lado, a Abecip mantém otimismo, prevendo queda da taxa no segundo semestre e expansão dos financiamentos imobiliários.

A ABRAINC alerta que juros altos pesam nas contas públicas, dedicando 8,5% do PIB ao pagamento da dívida, o que poderia ser reduzido com um corte na Selic. Já a Abecip aposta que a queda da taxa favorecerá o acesso ao crédito e estimulará o mercado imobiliário, especialmente após programas habitacionais que mantêm a demanda ativa.

O cenário traz um desafio para o governo equilibrar a política de juros e a recuperação do setor imobiliário, fundamental para o desenvolvimento econômico e geração de empregos no Brasil.

A decisão do Copom de manter a taxa Selic em 15% ao ano na primeira reunião de 2026 gerou reações divergentes no setor imobiliário. A manutenção da Selic em 15% foi vista pela ABRAINC como um limite alto demais, que pode frear o crescimento econômico e o avanço do mercado imobiliário. Já a Abecip segue otimista, acreditando em queda da taxa no segundo semestre e crescimento dos financiamentos imobiliários em 16% em 2026.

O setor imobiliário tem dependido muito do crédito acessível para continuar sua recuperação, ainda mais após os impactos da pandemia e dos aumentos recentes de juros. Programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida ajudam a manter a demanda nas faixas de renda mais baixa, enquanto o segmento de médio e alto padrão conta com compradores que têm maior capacidade de financiamento.

A ABRAINC destacou que juros altos pressionam as contas públicas, já que cerca de 8,5% do PIB em 2025 foi destinado ao pagamento dos juros da dívida pública, posicionando o Brasil em segundo lugar no ranking global do FMI. A associação afirmou que uma redução de 1 ponto percentual na Selic poderia economizar entre R$ 55 bilhões e R$ 60 bilhões ao ano, recursos que poderiam ser usados para promover investimentos e emprego.

Por outro lado, a Abecip mantém sua projeção de expansão do mercado imobiliário, apesar da Selic elevada no momento. Segundo a presidente Priscilla Ciolli, a expectativa é que a taxa comece a cair no segundo semestre, apoiando a melhora no acesso ao crédito e a continuidade do crescimento no setor.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.