Argentina muda política cambial e inicia programa de compra de reservas em 2026

Argentina ajusta regime cambial e lança programa para comprar US$10 bi em reservas até 2026.
15/12/2025 às 18:41 | Atualizado há 2 meses
               
Banco Central da Argentina mudará regime cambial a partir de 1º de janeiro. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O Banco Central da Argentina anunciou mudanças no regime cambial válidas a partir de 1º de janeiro de 2026. A banda cambial do peso passará a acompanhar a inflação mensal, deixando de ter limite fixo de 1% ao mês.

Além disso, será lançado um programa de compra de reservas com a meta de acumular US$ 10 bilhões até o final de 2026. Essas medidas buscam alinhar a taxa de câmbio à inflação, evitar valorização excessiva da moeda e garantir maior flexibilidade para o Banco Central.

A iniciativa ocorre após um acordo com o FMI de US$ 20 bilhões e visa fortalecer a recuperação econômica e a estabilidade financeira, mesmo diante das incertezas eleitorais. O país enfrenta desafios como a escassez de dólares que gerou instabilidade nos mercados recentemente.

O Banco Central da Argentina anunciou que, a partir de 1º de janeiro de 2026, o país adotará um novo regime cambial. A principal alteração será o aumento da banda cambial do peso, que passará a seguir a inflação do mês imediatamente anterior, não mais limitada a 1% ao mês, como no sistema atual. Em novembro, a inflação atingiu 2,5%.

Essa modificação visa ajustar a taxa de câmbio de forma mais alinhada à inflação, evitando a valorização real do peso e dando maior flexibilidade ao Banco Central para acumular reservas.

Além disso, o órgão terá um programa de compra de reservas com meta de US$ 10 bilhões até o final de 2026. Essas medidas são as mudanças mais significativas desde o início do regime em abril, implementado após um acordo de US$ 20 bilhões com o FMI.

O país enfrentou uma escassez de dólares, que gerou instabilidade em outubro, com investidores preocupados sobre a capacidade de sustentar a banda cambial. O Banco Central declarou que o novo programa monetário terá foco na convergência da inflação doméstica para níveis internacionais e sustentar a remonetização da economia.

O presidente da instituição, Santiago Bausili, destacou que o avanço na recuperação macroeconômica e a solidez do programa econômico, mesmo com incertezas eleitorais, ampliam as perspectivas para o próximo ciclo. Segundo ele, o ambiente está mais favorável para crescimento e estabilização.

Via Money Times

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