Arqueólogos descobrem tumba ancestral zapoteca no México

Tumba ancestral dos zapotecas é descoberta no México com detalhes inéditos sobre rituais e cultura.
30/01/2026 às 17:22 | Atualizado há 3 horas
               
Localizada em sítio no Cerro de la Cantera, região de Oaxaca, sul do México. (Imagem/Reprodução: Redir)

No México, arqueólogos encontraram uma tumba ancestral do povo zapoteca, datada de 600 d.C., em Oaxaca. A tumba está bem preservada e revela detalhes importantes sobre a sociedade e os rituais dessa civilização antiga.

A entrada da tumba tem uma escultura de coruja gigante, símbolo da noite e da morte para os zapotecas. Interiormente, pinturas murais coloridas mostram uma procissão com sacos de copal usados em cerimônias religiosas.

Pesquisas em andamento buscam conservar o local e analisar suas inscrições e cerâmicas. A descoberta é considerada uma das mais relevantes da década para o estudo dos zapotecas.

No México, arqueólogos descobriram uma tumba ancestral do povo zapoteca, datada do ano 600 d.C., situada no Cerro de la Cantera, região de Oaxaca, no sul do país. Segundo a Secretaria de Cultura, o achado destaca-se pela conservação e pelo nível de detalhes que oferece sobre a sociedade, os rituais funerários e a visão de mundo dessa civilização antiga.

A entrada da tumba apresenta uma escultura em pedra de uma coruja gigante, simbolizando a noite e a morte para os zapotecas, reforçando o caráter funerário do local. A face da coruja cobre o rosto de uma figura humana pintada, enquanto a porta de pedra traz inscrições do calendário zapoteca ao lado de representações de um homem e uma mulher com objetos rituais.

No interior, os pesquisadores encontraram pinturas murais com cores como ocre, branco, verde, vermelho e azul. As imagens retratam uma procissão carregando sacos de copal, resina utilizada em cerimônias religiosas, caminhando para a entrada da tumba. Além disso, a tumba conta com frisos e lápides que reforçam a simbologia ligada ao poder e à morte.

Equipes do Centro Inah Oaxaca trabalham na conservação, estudando desde a estabilização das pinturas até análises cerâmicas e epigráficas. O local oferece informações importantes para compreender a complexidade social e espiritual dos zapotecas, povo que habita a região há mais de 2.500 anos.

A presidente Claudia Sheinbaum classificou a descoberta como a mais relevante da década até agora, já que a tumba se compara a outros conjuntos funerários de grande relevância arqueológica da região.

Via Folha de S.Paulo

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