Astrofísicos investigam a origem de metais preciosos no espaço

Entenda como colisões no espaço podem formar metais preciosos que chegam até a Terra, segundo novo estudo de astrofísicos.
11/03/2026 às 12:42 | Atualizado há 2 horas
               
Colisões estelares criam ouro, platina e elementos pesados essenciais ao universo. (Imagem/Reprodução: Theconversation)

Uma colisão entre estrelas de nêutrons a 8,5 bilhões de anos-luz gerou um intenso flash de raios gama que viajou até a Terra. Esse evento, associado à fusão de duas galáxias, revelou a origem de metais pesados como ouro e platina no universo.

A explosão ocorreu em uma galáxia anã formada por material arrancado dessas colisões galácticas. Astrofísicos mostram que essas fusões não acontecem só em grandes galáxias, ampliando o conhecimento sobre a distribuição de metais preciosos no cosmos.

Com a ajuda de telescópios avançados e futuros detectores de ondas gravitacionais, a pesquisa avança para entender melhor essas explosões e os elementos que compõem nosso mundo.

A bilhões de anos-luz daqui, uma colisão entre duas estrelas de nêutrons gerou um intenso flash de raios gama que viajou por 8,5 bilhões de anos antes de chegar à Terra. Um estudo recente apontou que esse evento, chamado GRB 230906A, está ligado a uma fusão ainda maior: a colisão entre duas galáxias.

Esse achado é o primeiro a relacionar um sinal de explosão curta de raios gama a uma interação galáctica nesse nível. Usando o Observatório de Raios X Chandra, o Telescópio Espacial Hubble e o Very Large Telescope, cientistas identificaram que a explosão ocorreu numa corrente de maré causada pela fusão das galáxias, dentro de uma galáxia anã formada por material arrancado dessas colisões.

Fusões de estrelas de nêutrons binárias produzem algumas das explosões mais potentes do Universo, liberando energia semelhante à que o Sol emitirá em toda sua vida, mas em apenas segundos. Além disso, esses eventos podem espalhar elementos pesados, como ouro e platina, que são gerados no processo.

O estudo mostra que tais explosões não acontecem só em grandes galáxias, ampliando o entendimento sobre como metais pesados se distribuem pelo cosmos. Embora os instrumentos ainda não tenham detectado quais elementos foram criados nesse evento específico, futuros telescópios espaciais e detectores de ondas gravitacionais vão ajudar a mapear melhor essas colisões e suas consequências.

Com a ajuda do James Webb, do Nancy Grace Roman e de futuros detectores como o Einstein Telescope, a exploração desses fenômenos vai avançar, oferecendo novas respostas sobre a formação dos elementos que compõem nosso mundo.

Via The Conversation

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.