Astrônomos chineses podem ter detectado pela 1ª vez buraco negro consumindo anã branca

Astrônomos chineses captam possível primeira evidência de buraco negro destruindo anã branca, revelando fenômeno raro no cosmos.
13/02/2026 às 09:41 | Atualizado há 2 horas
               
Descoberta inédita de buraco negro intermediário devorando estrela anã branca. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

Uma equipe de astrônomos chineses pode ter feito a primeira observação direta de um buraco negro de massa intermediária consumindo uma anã branca. O fenômeno, chamado EP250702a, foi registrado pelo telescópio espacial Einstein Probe, que captura raios X, e analisado por pesquisadores da Universidade de Hong Kong e da Academia Chinesa de Ciências.

Durante mais de um mês, o evento foi acompanhado por telescópios ao redor do mundo, revelando que o brilho diminuiu mais de 100 mil vezes em curto período. Esses dados confirmam que o buraco negro destruiu a anã branca, característica de buracos negros que geram jatos de alta velocidade.

Essa descoberta fornece dados importantes para compreender processos cósmicos raros e complexos, além de ampliar o conhecimento sobre buracos negros pouco observados, mas fundamentais para a evolução do universo.

A equipe de astrônomos chineses pode ter registrado a primeira evidência direta de um buraco negro de massa intermediária consumindo uma anã branca. A descoberta se baseia no registro do fenômeno EP250702a, uma explosão de alta energia captada pelo Einstein Probe, telescópio espacial chinês que observa raios X. O evento foi analisado por pesquisadores da Universidade de Hong Kong e da Academia Chinesa de Ciências, e publicado na revista Science Bulletin.

O buraco negro de massa intermediária, com massa dezenas de milhares de vezes maior que a do Sol, foi identificado ao despedaçar o denso remanescente estelar, a anã branca. O pesquisador Li Dongyue relatou que uma explosão inicial de raios X ocorreu quase um dia antes do surto de raios gama, o que indica que o motor do evento começou a funcionar antes do clarão principal, afastando a hipótese de erupção comum.

O acompanhamento do fenômeno durou mais de um mês, usando telescópios em várias partes do mundo. Durante esse período, o brilho diminuiu em mais de 100 mil vezes, mostrando uma queda muito rápida em comparação a outros eventos conhecidos de destruição estelar. Segundo Zhang Wenda, as emissões e a duração das erupções se alinham com modelos teóricos de buracos negros que destroem estrelas e geram jatos de matéria em alta velocidade.

Essa detecção ajuda a entender melhor processos cósmicos raros e complexos, além de oferecer dados sobre um tipo de buraco negro pouco observado mas importante para a evolução do universo.

Via Sputnik Brasil

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