Astrônomos identificam barra rica em ferro dentro da Nebulosa do Anel

Astrônomos encontram barra de ferro na Nebulosa do Anel, trazendo novas pistas sobre a formação estelar.
20/01/2026 às 06:23 | Atualizado há 13 horas
               
Nuvem cósmica envolve objeto a 2.600 anos-luz da Terra em cena fascinante. (Imagem/Reprodução: Redir)

Astrônomos detectaram uma barra de ferro na Nebulosa do Anel, situada a cerca de 2.600 anos-luz da Terra. Essa estrutura extensa de átomos de ferro cruza a nebulosa, sendo um fenômeno ainda sem explicação definitiva. A hipótese atual sugere que a barra pode ser resultado da vaporização de um planeta rochoso durante a morte da estrela que a criou.

A pesquisa, realizada com o instrumento Weave no telescópio William Herschel, reforça que mesmo objetos conhecidos podem esconder novidades quando observados com tecnologias avançadas. A Nebulosa do Anel, também chamada Messier 57, é uma concha brilhante formada há cerca de 4 mil anos, resultado da evolução de uma estrela gigante vermelha.

Além de sua beleza notória e uso em estudos sobre a vida estelar, essa descoberta traz informações importantes sobre reciclagem química no espaço. A massa do ferro detectado equivaleria à do núcleo da Terra, indicando um processo complexo e fascinante em regiões distantes do universo.

A barra de ferro descoberta na Nebulosa do Anel tem chamado a atenção da comunidade científica. Esse objeto, localizado a cerca de 2.600 anos-luz da Terra, apresenta uma nuvem de átomos de ferro que se estende por aproximadamente 6 trilhões de quilômetros, cruzando sua estrutura. A Nebulosa do Anel, também conhecida como Messier 57, é uma concha brilhante de gás e poeira expelida por uma estrela em processo de morte.

Pesquisadores sugerem que essa barra pode ser resultado da vaporização de um planeta rochoso durante a expulsão das camadas externas da estrela, embora essa hipótese ainda não tenha confirmação. A massa dos átomos de ferro detectados seria comparável à do núcleo da Terra.

A descoberta foi possível graças ao instrumento Weave, instalado no telescópio William Herschel, nas Ilhas Canárias, Espanha. O astrônomo Roger Wesson, autor principal do estudo, ressaltou que mesmo objetos tão conhecidos podem revelar novidades quando observados com novas tecnologias.

A Nebulosa do Anel provavelmente se formou há cerca de 4 mil anos quando a estrela principal, com o dobro da massa do Sol, entrou em fase de gigante vermelha, liberando seu material para o espaço e deixando uma anã branca compacta.

Além de sua beleza e visibilidade para amadores, a nebulosa é usada para estudar a vida estelar e como elementos químicos são reciclados no espaço. A origem da misteriosa barra de ferro permanece sem explicação definitiva, esperando novos dados para esclarecer sua formação.

Via Folha de S.Paulo

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