Ataques eletrônicos prejudicam sistemas de GPS em região estratégica do Oriente Médio

Interferência em sinais de GPS no Oriente Médio atrapalha transporte marítimo e aéreo durante conflito.
03/03/2026 às 06:01 | Atualizado há 9 horas
               
Ataques a sistemas de navegação paralisam tráfego no Estreito de Ormuz durante conflito. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

Ataques eletrônicos no Estreito de Ormuz, área vital para o transporte de petróleo, têm comprometido os sinais de GPS usados por navios e aeronaves. A interferência ocorre em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Esses ataques utilizam métodos de bloqueio e falsificação de sinais, causando erros na localização de embarcações e drones. Mais de 1.100 navios foram afetados, elevando o risco de acidentes, encalhes e derramamentos de petróleo.

Além do impacto no transporte marítimo, a navegação aérea também sofre interferências, aumentando o perigo e a complexidade do controle na região em crise.

A interferência em sinais de GPS se intensificou no Estreito de Ormuz, região crucial para o transporte de petróleo no Oriente Médio. O aumento dos ataques eletrônicos ocorre em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e vem comprometendo a navegação marítima, causando um sério congestionamento de petroleiros na área.

Mais de 1,1 mil embarcações foram afetadas pelas interferências identificadas pela empresa de inteligência marítima Windward. Os sistemas de posicionamento dos navios indicam locais incorretos devido a dois tipos principais de ataques: o bloqueio de sinal (jamming) e a falsificação (spoofing). No jamming, os sinais são sobrecarregados, impedindo o funcionamento correto do GPS. Já no spoofing, sinais falsos fazem os navios aparecerem em posições erradas no mapa, elevando o risco de colisões e acidentes.

Esses problemas têm levado navios a serem localizados em aeroportos, usinas nucleares e áreas terrestres, complicando ainda mais a situação. O risco de encalhes e derramamentos de petróleo aumenta com essa desorientação das embarcações.

Além dos navios, os ataques impactam também drones, mísseis e até voos comerciais que utilizam sistemas de navegação por satélite. A Spirent Communications relatou interferências em centenas de voos na região, apesar da suspensão parcial de viagens aéreas no Oriente Médio devido ao conflito.

O Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC) alertou que o agravamento dessa interferência aumenta a probabilidade de incidentes e erros na navegação, corrente em um cenário já tenso e perigoso para o transporte marítimo e aéreo na região.

Via TecMundo

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