A atriz albanesa Anila Bisha entrou na Justiça contra o governo da Albânia por usar sua imagem e voz na criação de uma ministra virtual chamada “Diella”, sem autorização. A personagem foi apresentada como parte do gabinete que monitora contratos públicos para combater a corrupção.
Bisha afirma não ter consentido o uso de sua imagem em um cargo político e relata sofrer assédio nas redes sociais. Seu advogado pede uma indenização de 1 milhão de euros por violação de dados pessoais, enquanto o governo alega que o processo não faz sentido.
O caso levanta importantes discussões sobre os limites do uso de inteligência artificial e proteção de dados pessoais em órgãos públicos. A Justiça decidirá em breve se suspende a utilização da imagem da atriz na personagem criada por IA.
A atriz albanesa Anila Bisha entrou na Justiça contra o governo da Albânia devido à utilização não autorizada de sua imagem e voz na criação de uma ministra virtual gerada por inteligência artificial. A personagem digital, chamada “Diella”, foi apresentada como parte do gabinete do premiê Edi Rama, responsável por monitorar contratos públicos para aumentar a transparência e combater a corrupção.
Bisha afirmou que não consentiu o uso de sua imagem como figura política e que passou a sofrer assédio nas redes sociais, além de receber críticas relacionadas ao governo. A atriz admitiu ter autorizado, anteriormente, apenas uma assistente virtual vinculada a atendimento governamental, mas sem relação com cargos políticos.
Segundo seu advogado, Aranit Roshi, o processo requer uma indenização de 1 milhão de euros por violação de dados pessoais, prevista na legislação que pode aplicar multas de até 21 milhões de euros a órgãos públicos em casos semelhantes. O governo albanês classificou a ação como “sem sentido” e indicou que a questão será decidida judicialmente.
“Diella” aparece na lista oficial do gabinete no site do governo, junto ao premiê e à vice-premiê Belinda Balluku, que enfrenta acusações de interferência em licitações, negadas por ela.
A Justiça deve decidir em breve se suspende o uso da imagem da atriz na personagem criada por IA. O caso levanta debates sobre o uso de dados pessoais e os limites da inteligência artificial em órgãos públicos.
Via Olhar Digital