Auroras boreais iluminam o céu do hemisfério norte após forte tempestade solar

Tempestade solar recente provoca espetáculo de auroras boreais no norte do planeta, com cores vibrantes no céu noturno.
20/01/2026 às 16:53 | Atualizado há 3 semanas
               
Céus vibrantes na América do Norte e Europa iluminam a noite em tons de vermelho, verde e laranja. (Imagem/Reprodução: Redir)

Uma forte tempestade solar recente causou o fenômeno das auroras boreais no hemisfério norte. O espetáculo iluminou os céus da América do Norte e do norte da Europa com cores como vermelho, verde e laranja.

Esse fenômeno ocorre quando partículas do Sol interagem com a atmosfera terrestre e são guiadas pelo campo magnético até os polos. As auroras boreais são observadas há milhares de anos e fazem parte de diversas culturas e registros históricos.

Além do aspecto científico, o fenômeno também inspira arte e cultura, como na pintura “Aurora Boreal” e em músicas. Essa conexão entre ciência e arte segue mostrando a importância das auroras para diferentes áreas do conhecimento.

Uma forte tempestade solar recente proporcionou um espetáculo natural que encantou o hemisfério norte. Ao longo da noite, auroras boreais coloriram os céus da América do Norte e do norte da Europa com tons vibrantes de vermelho, verde e laranja. Esse fenômeno acontece quando partículas carregadas do Sol interagem com gases na alta atmosfera da Terra, guiadas pelo campo magnético do planeta até os polos.

As auroras boreais fascinam há milênios e aparecem em textos antigos, pinturas rupestres e na tradição oral de diversas culturas. Os inuítes viam nelas as tochas dos espíritos que guiavam almas, enquanto tribos siberianas associavam o fenômeno a partos iminentes. Registros chineses de mais de 4.600 anos mencionam luzes semelhantes no céu.

No mundo clássico, o filósofo Plutarco descreveu “nuvens flamejantes em movimentos complexos”, e Sêneca observou a diversidade de cores. Durante o Renascimento, Galileu nomeou a aurora em homenagem à deusa romana do amanhecer. O astrônomo Edmond Halley, notório pelo cometa que leva seu nome, foi um dos primeiros a relacionar as luzes ao campo magnético da Terra.

Esse espetáculo já inspirou obras artísticas, como a pintura “Aurora Boreal” do americano Frederic Edwin Church, e poemas, incluindo o de Herman Melville. Mais recentemente, bandas como Death Cab for Cutie também incorporaram referências às luzes em suas músicas. Na Noruega, a arquitetura da Catedral das Luzes do Norte imita as curvas das auroras, conectando ciência, cultura e arte.

Via Folha de S.Paulo

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