Avanço de fungo torna-se mais agressivo na presença da tuberculose, alerta estudo

Estudo revela que fungo cresce e se torna mais perigoso com tuberculose, aumentando risco à saúde.
23/02/2026 às 19:01 | Atualizado há 2 horas
               
Interação entre microrganismos intensifica ação do fungo e piora quadro clínico. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Pesquisa da Universidade de Exeter aponta que o fungo Cryptococcus neoformans se torna mais agressivo quando há coinfecção com a bactéria da tuberculose. Essa combinação pode dificultar a resposta do sistema imunológico e agravar o quadro clínico dos pacientes.

O estudo mostrou que o fungo altera seu tamanho, forma e cápsula protetora sob influência da tuberculose, tornando-se mais resistente ao ataque dos macrófagos pulmonares. Isso aumenta o risco de complicações graves, especialmente em regiões onde a tuberculose é frequente.

A meningite fúngica causada por esse fungo é responsável por milhares de mortes anuais, e a OMS já considera o Cryptococcus neoformans um patógeno prioritário. Novos testes em modelos animais devem aprofundar o entendimento dessa interação.

Um estudo da Universidade de Exeter alertou que a coinfecção por Cryptococcus neoformans e a bactéria causadora da tuberculose pode agravar o quadro clínico dos pacientes. O fungo, responsável pela meningite fúngica, se torna mais agressivo na presença da Mycobacterium tuberculosis, dificultando a resposta do sistema imunológico.

A pesquisa, publicada na Journal Medical Microbiology, analisou como o fungo reage ao conviver com o agente da tuberculose. Sob a influência da bactéria, Cryptococcus neoformans apresentou alterações no tamanho, na forma e na cápsula protetora, elementos que aumentam sua capacidade de escapar da defesa do organismo.

Essas mudanças, observadas em laboratório, indicam maior virulência do fungo e menor eficiência dos macrófagos pulmonar para conter seu crescimento. Essa interação pode ser fatal, especialmente em regiões onde ambas as infecções são comuns, pois a tuberculose prejudica a capacidade do sistema imune de controlar a invasão do fungo.

A estimativa de mortes causadas pela meningite fúngica, principalmente provocada por Cryptococcus neoformans, ultrapassava 112 mil casos em 2020. O fungo está na lista de patógenos prioritários da OMS desde 2022, por seu impacto na saúde pública.

Os autores destacaram que os próximos passos incluem testes em modelos animais para confirmar os efeitos da coinfecção em organismos completos e ambientes mais complexos.

Via Galileu

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