O avanço da inteligência artificial trouxe novos desafios para a segurança digital, especialmente para a biometria facial, que pode ser facilmente falsificada por meio de fotos e técnicas de deepfake.
Para combater essas fraudes, instituições brasileiras estão resgatando o uso da impressão digital como método adicional de verificação, pois é menos acessível do que a biometria facial e oferece maior segurança.
Essa abordagem combinada de múltiplas camadas de proteção, incluindo tecnologias avançadas para detectar sinais vitais, deve se consolidar como padrão para reduzir fraudes digitais, apesar dos desafios técnicos e regulatórios enfrentados no Brasil.
Com o avanço da inteligência artificial, o uso da biometria facial enfrenta novos desafios. Atualmente, é possível replicar a aparência de uma pessoa por meio de uma simples foto e sistemas de IA, o que eleva o risco de fraudes em segurança digital. Instituições financeiras e empresas que dependem da autenticação biométrica estão reforçando seus sistemas com múltiplas camadas de proteção.
Uma dessas medidas é o resgate da impressão digital como método adicional de verificação. Diferente do rosto, que pode estar exposto em fotos nas redes sociais, as digitais são menos acessíveis e, por isso, ganham força como alternativa segura. A implementação dessa tecnologia pode ser feita pela captura da digital via fotografia aprimorada com filtros baseados em IA, segundo empresas do setor.
A Unico, que atende grandes bancos e varejistas brasileiros, registrou um aumento de 900% nas fraudes sofisticadas durante 2025, incluindo ataques que utilizam deepfake. Para minimizar esse problema, a companhia desenvolve tecnologias como a prova de vida, capaz de verificar sinais como movimentos faciais e até o fluxo sanguíneo sob a pele, atuando contra falsificações.
Além disso, fabricantes de smartphones integram sensores infravermelhos e de radiação para aprimorar a autenticidade da biometria facial. No entanto, ainda há desafios regulatórios e técnicos para uma ampla adoção, especialmente por causa das exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e da falta de uma base nacional abrangente de digitais.
Assim, o uso combinado da biometria facial com a impressão digital e outras camadas de segurança deve se tornar padrão para reduzir as fraudes digitais nos próximos anos.
Via Folha de S.Paulo